
No canto superior direito da tela do celular, ao lado do medidor de sinal, um E surge e a internet móvel fica lenta. O símbolo indica que o aparelho está numa rede chamada EDGE, sigla em inglês para Enhanced Data Rates for GSM Evolution. Trata-se de uma variação do 2G, a geração que chegou ao Brasil no começo dos anos 2000.
A lentidão da conexão tem explicação: o E atua com apenas 236 kbps de download, embora alguns levantamentos apontem valores um pouco acima. Com a internet tão arrastada, carregar uma única foto no aplicativo de mensagens leva minutos. Vídeos, por sua vez, estão acima da capacidade da rede e não são suportados.

A tecnologia desembarcou no país em 2003 e resolvia um problema das operadoras. O E entregava velocidade próxima ao 3G sem obrigar as empresas a trocar toda a estrutura de antenas já instalada. Por causa dessa posição, a rede ganhou o apelido de 2,5G entre especialistas.
O E ainda aparece em lugares específicos: estradas, zona rural, cidades pequenas e regiões onde a infraestrutura nunca foi atualizada. Ademais, prédios de paredes grossas, subsolos e elevadores também derrubam o aparelho do 4G para o EDGE.
O tempo dessa conexão de rede, no entanto, está contado. A Anatel abriu consulta pública para planejar o desligamento do 2G e do 3G, e desde abril de 2025 nenhum celular sem suporte a 4G ou 5G recebe homologação no Brasil. Apesar do uso cada vez mais raro nos telefones, o 2G continua no ar porque ainda atende maquininhas de cartão, rastreadores de veículos e sensores.