Plataforma registra mais de 200 milhões de usuários mensais
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Plataforma registra mais de 200 milhões de usuários mensais

A plataforma Discord deve desativar a função de transmissão ao vivo no Brasil a partir desta segunda-feira (17), após uma determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A ordem não determina o bloqueio completo do Discord. Outros recursos da plataforma continuam disponíveis.

De acordo com a ANPD, a ação faz parte do processo de fiscalização instaurado pelo órgão no dia 7 de agosto, para investigar falhas na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Após o início das investigações, a ANPD recebeu informações da empresa e se reuniu com os representantes do Discord. Mesmo assim, na última quarta-feira (12), a Agência expediu uma medida preventiva para suspender a funcionalidade em até três dias úteis.

O prazo se encerra nesta segunda-feira (17) e o serviço já não deve funcionar nesta terça-feira (18).

O recurso ficará suspenso até que o  Discord comprove a adoção de medidas efetivas para impedir que menores de idade sejam expostos a conteúdos relacionados a violência, automutilação e suicídio.

A investigação não termina com a suspensão das lives. A agência também pretende avaliar ferramentas de supervisão parental, verificação de idade e outros mecanismos de segurança oferecidos pelo Discord.

Caso sejam identificadas violações ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), a plataforma poderá sofrer outras sanções. A legislação prevê multas que podem chegar a R$ 50 milhões por infração.

Morte de adolescente

A apuração teve início após a  morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul. Segundo as investigações, ela teria sido induzida por outros jovens a cometer atos de automutilação e, posteriormente, suicídio.

Parte das ações teria ocorrido durante transmissões feitas no Discord.

O caso passou a ser investigado pelas autoridades e levou à abertura de um procedimento de fiscalização contra a plataforma.

A ANPD  ainda analisa se os mecanismos adotados pela empresa foram suficientes para proteger crianças e adolescentes.

O que diz o Discord

O Discord afirmou que considera a decisão “prematura” e disse que ainda estava dentro do prazo para apresentar sua manifestação no processo administrativo.

A empresa também declarou que mantém diálogo com as autoridades brasileiras e que investe em ferramentas de segurança para os usuários.

Em nota, o Discord afirmou que não tolera grupos ou pessoas que incentivem a violência e disse ter removido o servidor privado relacionado ao caso investigado.

A empresa também declarou que a atividade criminosa teria começado em outras plataformas antes da criação do grupo no Discord e continuado fora do serviço depois que os envolvidos foram banidos.

Segundo a companhia, a plataforma segue colaborando com as autoridades policiais.


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