Rock in Rio vira laboratório para nova geração do 5G

Festival terá 5G Advanced, inteligência artificial, antenas inteligentes e rede exclusiva para operações críticas

Rock in Rio 2026 terá 5G Advanced, IA, mais de 120 antenas inteligentes e network slicing para testar novas tecnologias
Foto: Foto: Reprodução/ Divulgação
Rock in Rio 2026 terá 5G Advanced, IA, mais de 120 antenas inteligentes e network slicing para testar novas tecnologias

O Rock in Rio Brasil 2026 será usado como um grande laboratório para testar recursos que apontam para a próxima geração da conectividade móvel . Durante os sete dias de festival, a Cidade do Rock terá uma infraestrutura preparada para atender mais de 130 mil visitantes por dia, combinando 5G Advanced, inteligência artificial (IA), automação e mais de 120 antenas inteligentes.

A estrutura foi planejada para lidar com o aumento do consumo de dados provocado pela concentração de milhares de pessoas em um mesmo espaço.

A expectativa é que o 5G represente mais de 60% de todo o tráfego móvel registrado pela TIM durante o evento, superando os resultados das edições anteriores.

A operação também permitirá testar aplicações que vão além do acesso à internet pelo celular. Entre elas estão o uso de dados agregados para analisar a movimentação do público e o network slicing, tecnologia que permite reservar uma parcela da capacidade de uma rede para determinadas aplicações.

IA passa a acompanhar o comportamento da rede

Um dos destaques da estrutura será o monitoramento automatizado da rede. Sistemas inteligentes acompanharão o comportamento do tráfego em tempo real, identificando padrões de consumo e antecipando possíveis concentrações de usuários.

A partir dessas informações, a infraestrutura poderá realizar ajustes automáticos na distribuição da capacidade. O objetivo é manter o desempenho da rede mesmo nos momentos de maior demanda.

A estrutura contará ainda com diferentes frequências e soluções de cobertura integradas ao projeto da Cidade do Rock. A TIM, responsável pela operação de conectividade, também utilizará antenas de nova geração classificadas como High Capacity.

Segundo a empresa, esses equipamentos podem oferecer até 50% mais capacidade e ampliar em até 30% a cobertura em comparação com soluções móveis convencionais.

A combinação dos recursos busca responder ao crescimento do tráfego de dados durante o festival, ao mesmo tempo em que permite testar tecnologias de conectividade em um ambiente de alta concentração de usuários.

5G ganha uma rede exclusiva para operações críticas

Outro recurso que será utilizado durante o Rock in Rio é o network slicing. A tecnologia permite dividir virtualmente uma rede móvel em diferentes segmentos, com características próprias de capacidade e prioridade.

No festival, uma dessas “fatias” será utilizada para suportar as comunicações via Push-to-Talk. A solução reserva capacidade para esse tipo de comunicação e prioriza seu tráfego.

Na prática, isso permite que operações consideradas críticas tenham maior disponibilidade mesmo quando a rede estiver submetida a uma demanda elevada.

A iniciativa também mostra uma das possibilidades de evolução das redes 5G: em vez de servir apenas para aumentar a velocidade da internet nos smartphones, a tecnologia pode ser configurada para atender necessidades específicas de diferentes serviços.

Dados do celular ajudam a entender a mobilidade

A infraestrutura de telecomunicações também será utilizada para estudar como o público se movimenta durante o festival.

A TIM e o Centro de Operações Rio (COR-Rio) trabalham em uma iniciativa que utiliza informações agregadas e anonimizadas da rede móvel para produzir mapas de calor relacionados ao evento.

Os dados poderão ajudar a identificar padrões de chegada e saída da Cidade do Rock. A proposta é contribuir para estudos sobre a mobilidade associada ao festival e para o planejamento dos deslocamentos do público.

Segundo a empresa, as informações utilizadas seguem critérios de agregação, privacidade e proteção de dados.

O projeto amplia o uso da infraestrutura de telecomunicações para além da conexão dos usuários. A mesma rede que permite enviar mensagens, acessar redes sociais ou transmitir vídeos pode fornecer informações capazes de apoiar estudos sobre circulação de pessoas em grandes eventos.

Rock in Rio acompanha evolução do 5G

A utilização do festival como ambiente para testar novas tecnologias acompanha a própria evolução do 5G no Brasil.

Em 2022, o Rock in Rio foi apresentado como o primeiro grande evento do país com cobertura da tecnologia de quinta geração. Na edição de 2024, a TIM registrou picos em que o 5G representou mais de 50% do tráfego móvel da rede.

Para 2026, a expectativa é superar 60%.

A evolução também aparece na quantidade de infraestrutura instalada. Mais de 120 antenas inteligentes estarão distribuídas pela Cidade do Rock, formando uma rede preparada para lidar com o volume de conexões concentrado no espaço do festival.

Parte da infraestrutura utilizada em edições anteriores também permaneceu na região depois dos eventos. Segundo a TIM, esses equipamentos contribuíram para ampliar a conectividade em áreas como o Parque Rita Lee, o Complexo Olímpico e locais utilizados para grandes eventos no entorno.


Teste permite levar o 5G para fora do festival

A experiência de conectividade também poderá continuar depois do Rock in Rio.

Durante o evento, pessoas que não são clientes da TIM poderão experimentar a rede por meio do Test Drive TIM. A ativação será divulgada na Cidade do Rock por meio de palhetas de guitarra com QR Code.

A iniciativa permite que pessoas sem linha móvel da operadora há pelo menos três meses utilizem gratuitamente internet, ligações e SMS por 30 dias, sem necessidade de portabilidade.

Nos smartphones compatíveis com eSIM, será possível manter a linha atual e utilizar simultaneamente uma linha TIM durante o período de teste.

Com isso, a experimentação não fica restrita à Cidade do Rock. O usuário poderá avaliar a conectividade em diferentes locais e situações durante os 30 dias.

Ao final do período, o acesso é encerrado automaticamente.

Do festival às cidades inteligentes

O uso de inteligência artificial, análise de dados, network slicing e infraestrutura de alta capacidade coloca o Rock in Rio em uma posição que vai além de um grande teste de conectividade.

Grandes eventos concentram milhares de pessoas em uma mesma área, elevando rapidamente a demanda por internet móvel e criando condições para testar como as redes respondem a situações de alta utilização.

Ao mesmo tempo, os projetos de mobilidade e comunicações críticas mostram possibilidades de aplicação do 5G em ambientes urbanos.

A operação de 2026, portanto, funciona como uma demonstração de como a evolução das redes móveis pode ser aplicada não apenas ao consumidor, mas também à mobilidade, à gestão de grandes eventos e a iniciativas relacionadas às chamadas cidades inteligentes.

A TIM participa do Rock in Rio pelo terceiro ano consecutivo como patrocinadora oficial. A companhia também terá ativações voltadas ao público, como a TIM House, experiências interativas e espaços para produção de conteúdo.