
Thiago Gringon, neurocientista e professor da ESPM, descreve o desafio de educar a geração pós-pandemia — os "bebês de 18 anos" — que muitas vezes consomem aulas densas como se fossem "reels de uma hora", perdendo a conexão e a profundidade necessárias para o aprendizado real.
Ele defende que a universidade deve deixar de focar estritamente em carreiras para formar cidadãos do mundo, combatendo a tendência natural do cérebro de economizar energia e evitar o esforço exigido pelo pensamento crítico e pela leitura profunda.
O mestre diferencia a Inteligência Artificial - que define apenas como uma "criadora" de respostas e combinações de dados - do ser humano, que possui a qualidade única de ser "criativo", por meio de sua subjetividade e contexto histórico.
Para Gringon, a verdadeira inovação reside em um retorno irônico à "fogueira e à caverna": espaços de silêncio e introspecção que permitem ao indivíduo encarar suas próprias sombras e criar algo que tenha, finalmente, um propósito orgânico e um sentido humano autêntico.
Assista ao episódio completo no YouTube para entender como resgatar sua criatividade nesse cenário.