Rachel Maia e Mary Del Priore
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Rachel Maia e Mary Del Priore

Em um encontro potente no festival Fronteiras do Pensamento, a executiva Rachel Maia e a historiadora e escritora Mary Del Priore discutem a realidade das mães solo no Brasil, um país onde a "estrada da solidão feminina" é percorrida desde o século XVII.

Rachel, que cria dois filhos de forma independente, enfatiza que a responsabilidade final pelo sustento e pela segurança emocional recai sobre a mãe, desafiando a romantização das redes de apoio em um cenário de desigualdade extrema.  Ela alerta que a tecnologia está destruindo o senso de comunidade — a antiga "fofoca de ônibus" que servia de desabafo e amparo foi substituída pelo isolamento das telas, deixando as mulheres mais sozinhas do que nunca em suas jornadas.

Mary Del Priore traz a perspectiva histórica para desmistificar o passado, mostrando que a sororidade não é uma invenção moderna, mas uma prática milenar de vizinhas e comadres que se uniam no momento do parto, independentemente de cor ou classe social.

Ela explica como a autoridade sobre a criação dos filhos migrou do saber ancestral das avós para o julgamento técnico de especialistas e pediatras a partir do século XIX, fragmentando o papel materno.  Entre críticas ao "presentismo" do brasileiro e ao impacto da gravidez na adolescência, a conversa reforça que o conhecimento serve para encantar e furar bolhas, lembrando que a maternidade real é uma construção coletiva que exige coragem para enfrentar o julgamento do palco digital.

Assista ao vídeo completo no YouTube para mergulhar nessa aula de história, ancestralidade e cuidado maternal.



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