
Edson Castro, jornalista e criador por trás do "Manual do Homem Moderno", traz uma visão implacável sobre o fim da internet como a conhecemos, datando o "apocalipse" no IPO do Facebook em 2012, quando a rede deixou de ser social para se tornar um veículo de mídia pautado por anúncios. Autointitulado o "pior influenciador do mundo", ele usa sua plataforma para pedir que as pessoas desliguem o celular, criticando a cultura de ostentação que transforma seguidores em "miseráveis" por comparação constante. Edson revela que já recusou milhões de reais em parcerias com bets e cursos de masculinidade tóxica por puro senso de responsabilidade ética, preferindo manter a saúde mental e a verdade em vez de alimentar o "tecnofeudalismo" digital.
Em um manifesto pela "vida medíocre", Castro defende que a felicidade real reside em rotinas simples — como caminhar com o cachorro ou treinar jiu-jitsu — e não na corrida inalcançável por mansões ou pelo status de Forbes Under 30. Ele lamenta o fim do "espaço do sonho", aquele tédio produtivo que existia entre o aluguel de um DVD e outro, e que hoje foi engolido por algoritmos que explicam até o que não deveria ser explicado. Para Edson, o que nos torna imunes à substituição pela IA é o nosso "caos" inerente: a capacidade orgânica de ser aleatório, contraditório e profundamente humano em meio ao barulho ensurdecedor da Matrix.
Assista ao vídeo completo no YouTube para descobrir por que a autenticidade e o tédio são as maiores ferramentas de resistência em 2026.
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do iG