
Antônia Burk, professora e psicanalista, traz ao Inteligência Orgânica uma reflexão visceral sobre a urgência da educação socioemocional num mundo fragmentado por ódios digitais e traumas coletivos. Com uma trajetória marcada pela superação de uma infância de violência doméstica no Rio de Janeiro, ela defende o fortalecimento da autoestima intelectual como o trunfo que protege crianças e adolescentes do fracasso escolar e da desinformação. Antónia critica o ensino puramente comercial, propondo que o educador assuma o papel de propositor, criando espaços seguros onde alunos bolseiros e privilegiados possam debater o sentimento de pertença e a desigualdade real, longe das bolhas de perfeição das redes sociais.
A especialista detalha os três pilares do seu trabalho — desenvolvimento emocional, debate com argumentação e autogestão — como antídotos contra fenómenos como o movimento Red Pill e a romantização de "esposas-troféu" que seduzem os jovens. Burk alerta que a pandemia foi um trauma transgeracional que ainda não processamos totalmente e que nos exige mais honestidade sobre os nossos próprios preconceitos estruturais, como o machismo e o racismo. Para ela, o diálogo genuíno, mesmo que apenas por 15 minutos semanais sem ecrãs, é a única ferramenta capaz de resgatar a subjetividade e a originalidade das próximas gerações perante a fúria do algoritmo.
Assiste ao episódio completo no YouTube para entenderes como fortalecer a autoestima intelectual e o pensamento crítico na era digital.