
Adriana Martinelli, diretora de conteúdo da Bett Brasil e especialista em desenvolvimento humano, apresenta no Inteligência Orgânica uma perspetiva otimista sobre a transformação da aprendizagem, fundamentada na convicção de que o ritmo biológico da sociedade precisa de reequilibrar a sua relação com a aceleração tecnológica. Com uma trajetória iniciada na Fonoaudiologia e uma vivência pioneira como early adopter de tecnologias desde os primórdios da informática, Adriana critica o modelo educacional tradicional por hipertrofiar o lado esquerdo do cérebro em prol do conteudismo, negligenciando as competências socioemocionais, o corpo e o afeto. Defensora da autonomia intelectual e da escuta ativa, ela enxerga a Inteligência Artificial não como um substituto do pensamento crítico, mas como uma "inteligência ampliada" capaz de libertar educadores e alunos de tarefas mecânicas para que possam focar na essência das relações humanas.
À frente da gestão de conteúdo do maior evento de educação da América Latina, Adriana faz uma distinção clara entre o mercado econômico educacional e o ato sagrado da aprendizagem, reforçando que a pedagogia e a ética humana devem pautar a tecnologia, e não o inverso. A partir da sua experiência pessoal com o diagnóstico tardio de autismo do seu filho, ela denuncia a incoerência das avaliações padronizadas e defende a urgência de um ensino personalizado que respeite a neurodivergência e fortaleça a autoestima das crianças. Adriana rejeita a proibição simplista de telemóveis nas escolas como uma falsa solução temporária, afirmando que o verdadeiro desafio civilizacional consiste em educar famílias e alunos para o uso consciente dos ecrãs, promovendo a presença, o discernimento e a empatia no quotidiano.
Assista ao vídeo completo no YouTube para compreender como resgatar a autonomia e a sensibilidade humana na educação do futuro.