Procon-SP pede que Renner explique ataque hacker que derrubou site da loja
Ana Marques
Procon-SP pede que Renner explique ataque hacker que derrubou site da loja

Um ataque hacker tirou do ar o site das Lojas Renner na última quinta-feira (19) — e até a publicação desta matéria, a página continuava fora do ar. Em resposta à imprensa, a Renner chegou a confirmar a ação criminosa, mas não deu detalhes sobre a dimensão do ataque, apenas afirmou que a maior parte de suas operações já funcionava normalmente. Agora, a empresa terá que prestar mais esclarecimentos ao Procon-SP.

Renner deve dizer se houve vazamento de dados

Segundo o Procon-SP, a Renner deve explicar quais bancos de dados foram atingidos pelo ataque, qual foi o nível de exposição, por quanto tempo o site ficou indisponível e se houve vazamento de dados pessoais de clientes.

Além disso, de acordo com o comunicado da entidade pró-consumidor, a varejista deve fornecer mais detalhes sobre plano de proteção e recuperação de suas operações até o momento, e qual é a data prevista para que o problema seja resolvido por completo.

As Lojas Renner precisam informar ainda a quais canais de atendimento os consumidores devem recorrer para esclarecimentos, e quais dados de clientes são necessários para realizar login e transações no site que ficou fora do ar.

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Procon-SP pede informações sobre criptografia utilizada

Conforme noticiamos na quinta-feira, a Renner teria sido vítima do ransomware RansomExx, o mesmo que atacou o STJ e a Embraer. A companhia afirmou que “usa tecnologias e padrões rígidos de segurança” — agora, a empresa terá que explicar ao Procon-SP qual é o processo de criptografia utilizado na coleta, tratamento e armazenamento de dados de clientes.

A rede de varejo também deve confirmar se dispõe de um Encarregado de Dados, cumprindo às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O prazo para os esclarecimentos é até a próxima quarta-feira (25).

Segundo o Estadão , além do problema no site, a Renner não está recebendo pagamento de faturas nos caixas físicos ou nas máquinas de autoatendimento.

Durante esta sexta-feira (20), a multinacional TIVIT, que teve seu nome envolvido no acontecimento, se posicionou, alegando que não foi atingida pelo ataque. O provedor de serviços não menciona a Renner em comunicado, mas diz não ter sofrido nenhuma invasão em seus servidores.

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