Com iPhone 13, Apple supera Samsung como maior fabricante de celulares
Pedro Knoth
Com iPhone 13, Apple supera Samsung como maior fabricante de celulares

Devido à alta demanda pelo iPhone 13, atual smartphone top de linha, a Apple destronou a Samsung como maior fabricante de celulares do mundo. A norte americana foi responsável por 22 a cada 100 dispositivos encomendados no quarto trimestre de 2021, enquanto a sul-coreana terminou o ano com uma fatia 20%. Já a Xiaomi manteve sua participação idêntica a de 2020, em 12%. Os dados são da consultoria Canalys.

Vendas no iPhone 13 na China levam Apple à liderança

A performance do iPhone 13 na China levou a Apple ao topo do ranking mundial de fabricantes de smartphone. A empresa de Cupertino volta à primeira posição depois de nove meses atrás da Samsung, que caiu para o segundo lugar.

Em nota, o analista Sanyam Chaurasia destacou que a Apple lançou o iPhone 13 na China com um preço bastante agressivo, e que manteve a procura pelo aparelho alta, o que propiciou uma grande arrecadação a partir das vendas do topo de linha.

Vale acrescentar que, entretanto, no comparativo anual, a Apple perdeu 1% em fatia de mercado, enquanto a demanda por smartphones da Samsung avançou 3%.

Em terceiro lugar, a Xiaomi foi responsável por fabricar 12 a cada 100 celulares encomendados no mundo — voltou à mesma porcentagem em relação a 2020. Em julho de 2021, a chinesa chegou a superar a Apple, e se tornou a segunda maior do mundo no setor. O crescimento da marca no mercado foi, entre outros fatores, impulsionado pela vendas de aparelhos na América Latina, que aumentou 300%.

Mas a alegria dos fãs da Xiaomi durou pouco; a Apple retomou a segunda colocação da chinesa, que sofreu mais com a escassez de chips no terceiro semestre, o que impactou nas vendas.

Em seguida, vem a Oppo (9%), que em dezembro lançou o dobrável Oppo Find N, que compete com o Xiaomi Mi Fold. A Vivo está no quinto lugar (8%).

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Confira a tabela com as fatias de mercado de Apple, Samsung, Xiaomi, Oppo e Vivo entre 2020 e 2021:

Fabricante 4º trimestre de 2020 4º trimestre de 2021
Apple 23% 22%
Samsung 17% 20%
Xiaomi 12% 12%
Oppo 10% 9%
Vivo 9% 8%
Fatia de mercado das cinco maiores fabricantes de celular do mundo, segundo a Canalys

Escassez leva a atrasos na entrega do iPhone 13

Mesmo com lançamentos entre o 3º e o 4º semestre, a indústria de smartphones teve problemas para acompanhar a demanda dos usuários, como aponta a Canalys. Foi o caso da fabricante do iPhone 13.

“A linha de produção e suprimento da Apple ainda está se recuperando, mas a empresa foi obrigada a cortar a fabricação no 4º trimestre devido à escassez de componentes, e não conseguiu cumprir com a demanda pelo iPhone”, comentou Sanyam Chaurasia. “Em mercados estratégicos, a companhia manteve os prazos de entrega, mas em outros não tão importantes, clientes foram obrigados a esperar para ter o novo aparelho”, completou o analista.

Foi justamente a escassez de componentes, como chips, que deixou o mercado de smartphones estagnado nos últimos três meses de 2021: a demanda por smartphones cresceu apenas 1% no período.

De acordo com a Canalys, esse fator, somado ao aumento de casos de COVID-19, impactou principalmente vendedores de pequeno porte. A vice-presidente de Mobilidade da consultoria, Nicole Peng, disse:

“Fabricantes de componentes estão tentando compensar o prejuízo por meio de produção extra, mas vai levar anos para que grandes fundições aumentem sua capacidade de chips. As companhias de smartphones já estão inovando para tentar driblar a crise, com o uso de materiais renováveis para produzir os dispositivos, focando nos aparelhos que vendem mais e atrasando lançamentos.”

Além disso, novas fundições que estão crescendo no mercado entram na mira das fabricantes de smartphones, que tentam obter componentes em contratos exclusivos.

Essas práticas vieram para ficar, afirmou Peng. Até, pelo menos, no curto prazo, já que a executiva da Canalys prevê que a escassez de componentes e a pressão sobre a cadeia de suprimentos de empresas como Apple e Samsung deve durar até a segunda metade de 2022.

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