Elon Musk quer colocar US$ 21 bilhões do próprio bolso para comprar Twitter
Giovanni Santa Rosa
Elon Musk quer colocar US$ 21 bilhões do próprio bolso para comprar Twitter

A novela envolvendo o Twitter e Elon Musk ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (21). O bilionário diz ter conseguido quase US$ 46,5 bilhões para comprar a rede social. A maioria viria de seus próprios recursos, e o restante, de dois empréstimos junto a bancos. O bilionário já possui 9,2% das ações da companhia.

As informações foram reveladas em um documento enviado à SEC (órgão que regula o mercado financeiro dos EUA). Nele, Musk também considera falar diretamente com os acionistas da empresa de mídia social.

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Para comprar a rede, o CEO da Tesla e da SpaceX colocaria US$ 21 bilhões de sua fortuna pessoal na operação. Além disso, dois empréstimos junto ao banco Morgan Stanley no valor de US$ 13 bilhões e US$ 12,5 bilhões completariam o valor.

Musk comprou ações do Twitter ao longo de meses até possuir 9,2% da companhia. Ele foi convidado a integrar o conselho, mas rejeitou a proposta para poder aumentar sua participação na empresa.

Por um breve período, ele foi o maior acionista da empresa, mas o grupo Vanguard agora detém uma participação de 10,3% nos papéis.

Musk quer comprar, mas Twitter não quer vender

Na quinta-feira passada (14), ele fez uma oferta não-solicitada de US$ 43 bilhões para comprar 100% das ações e fechar o capital da companhia.

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A diretoria do Twitter disse não estar interessada e contra-atacou usando uma estratégia conhecida como "poison pill".

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A empresa colocou em vigor um documento chamado "Plano de Direitos" que dá aos acionistas a possibilidade de comprar mais papés com descontos caso uma entidade, pessoa ou grupo atinja 15% de participação.

Assim, é possível "diluir" a participação de alguém que esteja tentando tomar o controle da companhia.

O plano tem validade de um ano, até 14 de abril de 2023, e não impede que a diretoria aceite ofertas de compra.

Musk também disse que se sua oferta não for aceita poderá vender seus papéis -- o que também é uma forma de diminuir o valor e pressionar os acionistas.

O interesse do bilionário no Twitter é bastante pessoal. Ele diz querer transformar o site em uma plataforma global da liberdade de expressão. A tendência é que a moderação dos posts fique menos rigorosa.

O CEO da Tesla e da SpaceX também acenou aos usuários com a possibilidade de colocar um botão de editar posts, uma demanda antiga de parte da comunidade.

Com informações: G1 , Ars Technica .

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