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Apps em segundo plano deixam o celular lento? Verdade, fechá-los otimiza o rendimento do aparelho, mas a prática não é aconselhada em todos os casos

Brasil Econômico

Manter os sensores do Wi-Fi e GPS desligados resulta em pouca ou quase nenhuma economia de energia dos celulares
Reprodução
Manter os sensores do Wi-Fi e GPS desligados resulta em pouca ou quase nenhuma economia de energia dos celulares

Os mais velhos se lembram de conselhos, como assoprar a fita do Super Nintendo para fazer um jogo voltar a funcionar e até mesmo não usar o videogame por muito tempo para não estraga a televisão. Os anos passam e mitos e verdades continuam rondando o mundo da tecnologia. Desta vez, o dispositivos que vêm carregados de histórias desse tipo são os celulares.

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A história do arroz que salva celulares molhados divide a opinião de muitos e é apenas uma entre tantas que circulam por aí. Pensando em tirar dúvidas dos usuários, Guylherme Ribeiro, fundador da Suporte Smart, reuniu alguns dos principais mitos e verdades comuns sobre o uso do smartphone. Confira:

1) Carregador genérico estraga o celular?

Sim. Segundo o especialista, um carregador "pirata" pode interferir na força da corrente elétrica necessária para aquele dispositivo. Além disso, os produtos conhecidos como genéricos não seguem os regulamentos de qualidade que um produto original precisa ter.

"Caso precise substituir o carregador, o ideal é observar com bastante atenção as especificações dos dois modelos, atentando-se para a faixa de voltagem, voltagem de saída e a intensidade da corrente elétrica que chega ao celular", diz Ribeiro.

2) Carregar o celular durante a noite vicia a bateria?

Até alguns anos atrás essa teoria era verdade, mas atualmente essa afirmação não passa de um mito. A nova tecnologia é capaz de proteger os aparelhos contra sobrecargas, visto que os celulares mais novos contam com chips específicos para controlar a entrada de corrente.

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3) O ideal é carregar a bateria quando ela acabar?

Como as baterias atualmente são de polímero de íon de lítio – composto que dispensa o cumprimento de ciclos completos de carga e descarga – não é necessário mais carregar o celular quando a bateria zerar. Inclusive, os próprios fabricantes recomendam não deixar a bateria com menos de 40%.

4) É proibido usar celular em posto de combustível?

Os avisos estão espalhados nos postos de combustível, mas as pesquisas apontam que os incêndios nos estabelecimentos nada têm a ver com o celular em si. "O que acontece é que o aparelho pode gerar uma radiação eletromagnética que sirva como gatilho para gerar uma corrente. Entretanto, para que ocorra uma explosão ou incêndios é preciso mais, algo como uma chama ou faísca", explica Ribeiro.

5) O arroz pode salvar um celular molhado?

Sim. O arroz tem a capacidade de absorver a umidade com muita precisão e se assemelha até aos saquinhos de sílica em gel, composto capaz de absorver cerca de 30% do seu próprio peso em água.

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6) Aplicativos em segundo plano deixam o celular mais lento?

Sim. De acordo com o especialista, fechar os apps em segundo plano podem otimizar o rendimento do celular. No entanto, se o usuário costuma abrir um determinado app com muita frequência, deixar ele aberto em segundo plano pode contribuir para o rendimento da bateria.

7) Wi-Fi e Bluetooth ligados consomem mais bateria?

Segundo Ribeiro, a resposta é não. Os maiores consumidores de bateria do celular são a tela ligada e o uso de redes móveis, como 3G e 4G. Manter sensores como Bluetooth, Wi-Fi e GPS desligados resulta em pouca ou quase nenhuma economia de energia dos celulares.

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