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6G 5G
Unsplash/ROBIN WORRALL
6G pode levar cerca de 10 anos para ser amplamente implementado


As redes 5G nem chegaram ao Brasil , mas na Coreia do Sul a Samsung já está pensando na geração seguinte, o 6G . Nesta terça-feira (14) a empresa divulgou um documento no qual apresenta sua visão para a tecnologia, incluindo requisitos técnicos, tendências sociais, novos serviços, tecnologias candidatas e uma linha do tempo para a padronização.

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Para acelerar a pesquisa rumo a esta tecnologia, a Samsung fundou em maio passado seu Centro de Pesquisa Avançada em Comunicação. "Embora a comercialização do 5G ainda esteja em seu estágio inicial, nunca é cedo demais para nos prepararmos para o 6G, porque geralmente são necessários 10 anos do início da pesquisa até a comercialização de uma nova geração de uma tecnologia de comunicação", diz Sunghyun Choi, líder da organização.

"Já iniciamos a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias 6G tendo como base a experiência e habilidade que acumulamos no trabalho com múltiplas gerações de tecnologias de comunicação, incluindo 5G. Temos um compromisso em liderar a padronização do 6G em colaboração com vários participantes de setores como a indústria, academia e governo".

A Samsung espera que a conclusão do padrão para as redes 6G e sua data inicial de comercialização possam ocorrer já em 2028, enquanto a comercialização em massa pode ocorrer por volta de 2030. Tanto humanos quanto máquinas serão os principais usuários da 6G, que será caracterizada por serviços avançados como realidade estendida (XR), hologramas móveis de alta fidelidade e réplicas digitais.

Em termos de velocidade de acesso, a empresa espera que o 6G tenha uma taxa de transmissão máxima de 1.000 gigabits (125 MB) por segundo, e uma latência de menos de 100 microssegundos, 50 vezes a taxa de transmissão e um décimo da latência do 5G .

Entre as tecnologias candidatas para tornar o 6G possível estão o uso de comunicações na frequência dos TeraHertz (THz), novas tecnologias de antena para melhorar a cobertura de sinais de alta frequência, tecnologias de duplexação avançadas, evolução da topologia das redes, compartilhamento de espectro para tornar o uso das frequências mais eficiente e o uso de  inteligência artificial  nas comunicações sem fio.

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