Tempestades solares extremas são raras, mas já tivemos 3 em 200 anos
Danielle Cassita
Tempestades solares extremas são raras, mas já tivemos 3 em 200 anos

Uma tempestade solar impressionante ocorreu em 1872, e foi tão forte que causou auroras em regiões fora do comum. Chamada tempestade Chapman-Silverman, o evento foi analisado por pesquisadores em um estudo liderado por Hisashi Hayakawa, da Universidade de Nagoya, e eles concluíram que tempestades solares extremas são mais comuns do que pensávamos — e que precisamos nos preparar para elas.

Eventos tão extremos são raros, mas não impossíveis. Um deles ocorreu em 1859 e ficou conhecido como Evento de Carrington : a tempestade geomagnética foi tão forte que telégrafos deram choques em usuários, soltaram faíscas e papéis pegaram fogo. Além disso, auroras foram vistas nos trópicos, sendo que elas costumam ocorrer somente em latitudes polares.

No estudo, os pesquisadores analisaram os efeitos da tempestade Chapman-Silverman, que não deixa nada a desejar às outras que aconteceram. Segundo os autores, auroras foram vistas na Índia e em outras regiões ao sul, e a comunicação via telégrafo entre o Iêmen, Egito e outros países foi interrompida por horas.

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Ela veio de um grupo de manchas solares de tamanho médio e complexo, que pareceu estar próximo do centro do disco solar. Assim, a descoberta sugere que um grupo de manchas solares de tamanho médio como este foi capaz de causar uma das tempestades magnéticas mais extremas conhecidas.

“Isso significa que, agora, sabemos que o mundo testemunhou pelo menos três supertempestades geomagnéticas nos últimos dois séculos”, observou Hayakawa. “Os eventos do clima especial que podem causar um impacto tão grande não podem ser desconsiderados”, alertou ele.

A equipe destaca que, devido à infraestrutura tecnológica atual que temos hoje, é preciso consultar o histórico de tempestades solares para nos prepararmos quando alguma delas acontecer novamente. “Tempestades assim podem ser fortes o suficiente para afetar a rede elétrica, sistemas de comunicação, aviões e satélites no pior cenário”, disse Hayakawa. “Poderíamos manter nossa vida sem uma estrutura assim?”

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

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