Sonda Mars Express pode ter detectado novo depósito de gelo em Marte
Danielle Cassita
Sonda Mars Express pode ter detectado novo depósito de gelo em Marte

Novos segredos de Marte foram revelados. Através de dados obtidos pelo radar da sonda Mars Express, cientistas descobriram o que parecem ser blocos gigantes de gelo sob a Formação de Medusae Fossae , uma região no equador marciano. Esta é a maior quantidade de gelo já encontrada nesta área do planeta, e indica que talvez Marte tenha mais recursos do que pensávamos.

A Formação de Medusae Fossae (ou apenas MFF, na sigla em inglês) é formada por um grupo de depósitos que se estendem por cerca de cinco mil quilômetros na região equatorial de Marte. Há cerca de 15 anos, a Mars Express usou seus instrumentos para estudar a região e revelou que tais depósitos ocorriam a até 2,5 km de profundidade.

Apesar da identificação das estruturas, o que não estava claro era a natureza dela. Como a MFF tem grande quantidade de poeira, é possível que as estruturas fossem de poeira enterrada, material vulcânico ou, quem sabe, gelo.

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Thomas Watters era um dos autores do estudo citado anteriormente, e observou que agora os cientistas usaram o radar da sonda para analisar a região outra vez. Desta vez, eles descobriram que as estruturas por lá medem até 3,7 km de espessura, e a única estrutura que poderia corresponder aos dados era a água congelada .

“O interessante é que os sinais de radar correspondem ao que esperamos ver em camadas de gelo e são semelhantes aos sinais que vemos nas calotas polares de Marte , que sabemos serem muito ricas em gelo”, observou ele. Há tanto gelo ali que, se derretesse, formaria uma camada de água com até 2,7 m de profundidade, sendo suficiente para cobrir o planeta inteiro.

A dimensão e localização destes depósitos de gelo os tornaria extremamente valiosos para a futura exploração de Marte, mas como o material está enterrado sob algumas centenas de metros de poeira marciana, seria bastante difícil ter acesso a ele. Mesmo assim, a descoberta sugere que talvez exista água escondida em outros locais por lá, e ajuda também os cientistas a entenderem o passado do Planeta Vermelho.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters.

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