A General Motors retomou a demissão de 1.200 funcionários de suas três fábricas em São Paulo nesta semana. Os desligamentos haviam sido anunciados em outubro de 2023, mas foram suspensos pela Justiça do Trabalho e revertidos em um Programa Voluntário de Demissão (PDV) que oferecia até carro 0km .
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, as demissões iniciaram na última quinta-feira (2) por telegrama e afetaram cerca de 50 funcionários da fábrica de São José dos Campos, responsável pela produção da caminhonete S10 e do SUV Trailblazer, além de transmissões manuais, motores e outros componentes.
Os telegramas de demissão foram recebidos com surpresa, pois, segundo o sindicato, os funcionários ainda estavam dentro do período de estabilidade previsto em acordo anterior. Originalmente, os trabalhadores teriam garantido o afastamento remunerado até a sexta-feira, dia 3 de maio.
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Em comunicado oficial, a General Motors não confirmou o número de demitidos e defendeu os cortes: "[os desligamentos] fazem parte do processo de adequação do quadro de empregados anunciado em outubro de 2023, firmado em acordo coletivo. O tema foi amplamente discutido, inclusive com a oferta de um PDV".
O PDV citado pela montadora teve a adesão de 696 trabalhadores da planta de São José dos Campos e foi seguido pelo afastamento de 140 outros funcionários em licença remunerada, com estabilidade empregatícia até 3 de maio. Ao que tudo indica, foi parte desses funcionários que recebeu o telegrama nesta semana.
O telegrama de demissão enviado pela GM chega aos trabalhadores poucos meses após a montadora anunciar investimento de R$ 7 bilhões no Brasil .
"Considerando o final da sua licença remunerada, conforme previsto no acordo coletivo firmado no segundo semestre do ano passado, solicitamos o seu comparecimento para as providências administrativas relacionadas ao término do seu contrato de trabalho", diz o telegrama.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região repudiou a atitude e informou que irá tratar do assunto com os diretores da GM.
"O sindicato é contra qualquer demissão. Como a maioria [dos trabalhadores] aderiu ao PDV aberto em dezembro, a GM já aplicou a reestruturação pretendida. Esses postos de trabalho que ela está fechando agora poderiam ser mantidos. As demissões vão na contramão do anúncio de novos investimentos feito recentemente pela montadora", disse o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.
Até o momento, não há informações sobre o desligamento de funcionários das outras duas fábricas da GM em São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, ambas em SP.
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