
Em um momento em que celulares touch são quase unanimidade, as telas ainda são a maior preocupação para os usuários. Um levantamento feito pela rede de assistência técnica para celulares Conserta Smart apontou que telas quebradas são responsáveis pela maioria dos problemas com smartphone, representando cerca de 46% dos consertos.
No segundo lugar, estão casos de smartphones que pararam de funcionar, com 11%, seguidos de problemas relacionados ao contato com água, com 8,4%. Os dados foram levantados de acordo com a base dos usuários da empresa, que já conta com mais de 80 mil ordens de serviço.
Para evitar surpresas, muitos clientes escolhem pagar um seguro para o smartphone. Os planos convencionais têm cobertura de acidentes e funcionam como seguros para casa ou carro, com valores diferentes para cada perfil de usuário. Em geral, o preço anual do seguro varia de 15% a 20% do valor do aparelho.
Segundo Marcelo Santana, gerente de Ramos Elementares da Porto Seguro, em casos de defeito, a seguradora costuma disponiblizar cerca de 70% do preço do conserto.
Santana também lembra que o usuário pode adotar algumas práticas para evitar acidentes com o celular, como não deixar o aparelho carregando durante a madrugada, diminuindo a chance de danificar o aparelho com um eventual pico de energia.
Como alternativa ao seguro tradicional, algumas empresas oferecem planos específicos para proteger celulares de acidentes. A Pitzi trabalha com valores mensais de acordo com o modelo do celular. Quando o aparelho é danificado, o cliente explica qual acidente ocorreu – quebra, defeito por água ou falha técnica – e paga uma taxa fixa de R$ 95. A empresa se compromete a enviar um aparelho igual ou superior ao do usuário em até 10 dias úteis. "A gente sabe como é chato perder o aparelho e pensar que vai ter muita burocracia para recuperar", afirma Sheyla Ventura, gerente de relações na Pitzi.
Um dos principais motivos para os usuários pensarem duas vezes antes de comprar um novo celular é preço, explica Felipe Machese, CEO da Conserta Smart. Ele também esclarece que os problemas com smartphones não são necessariamente culpa das fabricantes ou dos usuários. "Andar com o aparelho o tempo todo se tornou um hábito tão grande, que ele acaba mais sujeito à um acidente".