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Agência de segurança contou com a contribuição de terceiros para acessar informações de celular de jihadista

Apple se recusava a desbloquear aparelho de um dos envolvidos em atentado em São Bernardino
Valdir Ribeiro Jr
Apple se recusava a desbloquear aparelho de um dos envolvidos em atentado em São Bernardino

Com a ajuda de terceiros, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos conseguiu desbloquear o iPhone usado por um dos jihadistas envolvidos no atentado de São Bernardino, na Califórnia. Um documento levado ao tribunal informa que a assistência da Apple para desbloquear o celular usado por Syed Farook não é mais necessária.

O anúncio é feito dias depois do Departamento de Justiça solicitar o adiamento da audiência. Na última semana, o governo norte-americano revelou que havia encontrado um método para acessar as informações do aparelho e que precisava de tempo para testar o modo alternativo de desbloquear o iPhone. O órgão de segurança não informou quem ajudou a desbloquear o celular, nem qual foi o método utilizado.

De acordo com o site CNET , o movimento do governo norte-americano encerra a batalha judicial entre Apple e o FBI neste caso, mas não termina as discussões sobre privacidade e segurança. Além disso, o desbloqueio do iPhone pelo governo também levanta dúvidas sobre a segurança dos aparelhos da Apple.

Entenda o caso

Em dezembro de 2015, pessoas armadas entraram em um edifício em São Bernardino, na Califórnia, mataram 14 pessoas e deixaram outros 17 feridos. O FBI tentou fazer a Apple contribuir com as investigações abrir o iPhone de um dos envolvidos no ataque. O aparelho, bloqueado com senha, ficaria definitivamente inacessível após 10 tentativas erradas.

Entretanto, a empresa se negou a seguir as solicitações da agência de segurança, alegando que o desbloqueio do aparelho tiraria a privacidade de usuários inocentes. Em entrevista para o jornal ABC News, o CEO da Apple, Tim Cook, mostrou insatisfação com os pedidos e chegou a afirmar que as autoridades de segurança pediram para "construir um software que vemos como algo parecido com um câncer".

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