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Grupo que usou o serviço entre 2004 e 2008 alega que a empresa os enganou sobre a posição dos anúncios

Para autores, Google deveria ter revelado que os anúncios são exibidos em páginas indesejadas
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Para autores, Google deveria ter revelado que os anúncios são exibidos em páginas indesejadas

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (6) pedido do Google para arquivar ação coletiva envolvendo alegações de que a empresa enganou anunciantes da Califórnia sobre a colocação de anúncios na internet através do serviço Adwords.

A medida mantém a decisão de setembro 2015 tomada por uma Corte de Apelações de San Francisco, determinando que o processo poderia avançar como ação de classe que representa anunciantes que usaram o serviço entre 2004 e 2008.

O processo acusou o Google de violar leis de publicidade da Califórnia porque teria enganado anunciantes sobre onde os anúncios seriam inseridos. O Adwords foi criado principalmente para colocar anúncios ao lado de resultados relevantes de busca na internet. Os autores do ação disseram que o Google deveria ter revelado que os anúncios também apareceriam em lugares indesejáveis, como páginas de erro e sites conhecidos como domínios estacionados.

Em 2012, um juiz do tribunal distrital federal decidiu que o caso não poderia ir adiante como ação de classe, em parte porque cada anunciante receberia diferentes indenizações, já que cada um teria pago somas diferentes para os anúncios. O tribunal de apelações reverteu o determinado pelo tribunal distrital, o que levou o Google a pedir intervenção do Supremo.