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Na última semana, grandes gravadoras dos Estados Unidos e do Reino Unido entraram com ação na Justiça contra o Youtube-MP3, site de conversão

Federação Internacional da Indústria Fonográfica dá a entender que Youtube-MP3 é apenas o primeiro site a ser processado
Reprodução
Federação Internacional da Indústria Fonográfica dá a entender que Youtube-MP3 é apenas o primeiro site a ser processado

Apesar de os programas de streaming – como Spotify, Deezer e Apple Music – terem alterado a forma como as pessoas escutam músicas em seus smartphones, ainda existem aqueles que preferem baixar suas canções preferidas. Se antigamente as pessoas recorriam aos sites de downloads de arquivos para isso, de uns tempos para cá tornou-se muito mais comum simplesmente fazer a conversão de vídeos do Youtube para MP3. 

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Essa tarefa é realizada de maneira simples, por meio de sites especializados na conversão de vídeos do Youtube. Tendo em vista o crescimento destas plataformas, a indústria fonográfica iniciou uma batalha para tentar dar fim a esta prática.

Na última semana, grandes gravadoras dos Estados Unidos e do Reino Unido, como Sony Music, Capitol Records e Warner Records, entraram com ação na Justiça contra um destes sites, o Youtube-MP3. 

O objetivo da ação movida pelas gravadoras é encerrar a pirataria de dados na internet, que, neste caso, é conhecido como "stream ripping". Nestes sites especializados, basta colar a URL do vídeo desejado e clicar no botão de conversão. O download do áudio é feito em questão de segundos.

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De acordo com dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, o Youtube-MP3 recebe mais de 60 milhões de acessos únicos a cada mês. Os servidores da página são sediados na Alemanha e as receitas são obtidas por meio de publicidade. No entanto, nenhuma parte do valor é repassada para as gravadoras ou para os artistas.

A Federação ainda afirma que este não é o único site na mira, considerando que o stream ripping segue em crescimento pelo mundo, principalmente se consideradas as pessoas com idade entre 16 e 24 anos. Segundo a entidade, mais da metade dos internautas que estão dentro deste intervalo já fizeram uso deste tipo de site.

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Não é a primeira vez que o Youtube passa por problemas com gravadoras. O stream ripping, portanto, entra apenas como mais uma das questões que causam atritos entre estes dois lados. Apesar de ter uma grande base de usuários, a plataforma exibe clipes musicais gratuitamente, por meio do canal oficial Vevo, criado exclusivamente para isso. As receitas obtidas são somente as de publicidades exibidas antes dos vídeos.


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