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Para especialista em infraestrutura e segurança na internet, senso de desconfiança no meio virtual deve estar tão presente quanto na vida real

O desafio de tornar a internet um ambiente com mais segurança pode ter as pessoas como principais adversários, por conta de vulnerabilidades e escolhas equivocadas para combater as ameaças digitais. Alguns especialistas lembram que, o senso comum diz que o correto é combater cada caso isoladamente, mas afirmam que este pode ser o caminho mais complicado.

Educação digital precisa ser colocada em primeiro plano para usuários agirem de forma preventiva e terem mais segurança
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Educação digital precisa ser colocada em primeiro plano para usuários agirem de forma preventiva e terem mais segurança

Para Thiago Ayub, Chief Technology Officer (CTO) da UPX, empresa especializada em infraestrutura e segurança de internet, a educação digital precisa ser colocada em primeiro plano, para que os usuários possam agir de forma preventiva. Ele afirma que o senso de desconfiança deve ser usado constantemente no meio virtual. "O usuário precisa estar sempre atento às ofertas e anúncios digitais que chegam via e-mail ou WhatsApp oferecendo facilidades incomuns, pois o meio digital é tão perigoso quanto o real", explica. Segundo ele, existem três áreas da tecnologia que exigem a atenção de todos, desde desenvolvedores até usuários.

Internet das Coisas

O conceito de Internet das Coisas (IoT) consiste em conectar à internet dispositivos eletrônicos utilizados no dia a dia, como eletrodomésticos, câmeras de monitoramento, meios de transporte, máquinas industriais e outros. Cada dia mais presentes no cotidiano, estes aparelhos devem tornar os ataques de cibercriminosos mais frequentes. "Hoje, os cuidados com segurança estão limitados apenas aos dispositivos que têm interface visual integrada, como computadores e smartphones, mas isso precisa mudar", adiante Ayub.

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Segundo ele, a vulnerabilidade de dispositivos IoT está aumentando exponencialmente as violações. "As fabricantes de câmeras, impressoras, geladeiras, relógios não são empresas de TI, são indústrias com expertise nesses produtos, por isso não têm foco em programação e segurança da informação", explica o especialista, que acredita haver uma negligência com relação à segurança desses aparelhos.

Câmeras e gravadores IP

Segundo Ayub, as câmeras de videomonitoramento IP e os gravadores embutidos nesses aparelhos têm sido alguns dos maiores hackers. O especialista defende uma atenção especial com os dispositivos, que são cada vez mais comuns em residências, corporações e espaços públicos por conta da violência urbana, já que eles são ativados sem os cuidados adequados, como, por exemplo, as atualizações de softwares e a instalação de ferramentas de segurança digital.

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"Por não terem uma interface visual integrada, o usuário leva muito mais tempo para perceber que há algo de errado com o aparelho, tornando as câmeras e gravadores IP muito mais vulneráveis do que os smartphones", explica.

Segurança da informação

Mesmo com o lançamento de novas soluções, os ataques cibernéticos são realizados em escalas cada vez maiores. Para Ayub, as empresas brasileiras ainda estão "engatinhando" nessa questão. "As indústrias que fornecem produtos e serviços digitais ainda está engatinhando nessa questão. As indústrias que fornecem produtos e serviços digitais ainda não se deram conta de que a preocupação com segurança tem que ser um esforço contínuo", afirma.

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O especialista afirma que o tema gera interesse de cibercriminosos e organizações políticas que praticam o terrorismo digital e usam falhas em sistemas para lesar terceiros. "É um jogo de xadrez: para cada nova solução de segurança, os criminosos criam uma contra medida", explica. Para ele, esta área merece a mesma atenção que a segurança pública e a população deve estar ciente desses riscos, pois sempre haverá novas ameaças rondando a internet.

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