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Em evento sobre telecomunicações, agência anunciou metas para próximos 10 anos, como aumentar a cobertura do 4G em cidades de 30 mil habitantes

Brasil Econômico

Realizada em Brasília, a 16ª edição do Seminário Políticas de Telecomunicações foi palco para debates sobre mudanças no setor. No evento, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, declarou que a política de telecomunicações deveria abordar a cobertura de banda larga nas estadas e rodovias do País.

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Em sua fala, o presidente da Anatel , citou a Rodovia Presidente Dutra, que liga as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O serviço é oferecido pela concessionária em toda sua extensão. De acordo com o secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), André Borges, existem quatro grupos que devem ser executados nos próximos 10 anos, em parceria com a Anatel.

Em debate, presidente da Anatel se mostrou a favor de privatização de projeto de banda larga em rodovias
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Em debate, presidente da Anatel se mostrou a favor de privatização de projeto de banda larga em rodovias

As principais mudanças estão relacionadas ao 4G e à fibra ótica. Segundo Borges, a quarta geração de internet móvel deve chegar a todas as cidades abaixo de 30 mil habitantes. O secretário também anunciou a meta de ampliação do número de residências com acesso à fibra ótica de 30 megabits, com atenção especial para as comunidades carentes populosas.

Entre as metas, também estão o aumento de ofertas de  backhaul , uma estrutura que garante – por fibra ótica ou rádio – a transmissão de grande quantidade de dados em todos os municípios, e a implantação de telefonia móvel de 3G ou superior em locais distantes das sedes municipais.

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Como?

Para que tudo isso seja realizado, é necessário uma autorização de uso dos recursos obtidos com as alterações das concessões de telefonia fixa. Segundo Borges, a liberação está em tramitação no Senado. Uma das empresas que mostrou interesse na implantação de banda larga nas rodovias foi a Telefônica.

No entanto, segundo o presidente da empresa, Eduardo Navarro, o atual modelo privilegia apenas a implantação da telefonia fixa – que inclusive se encontra em declínio. O secretário do MCTIC afirmou ainda que, para a expansão da banda larga em rodovias ser concretizada, são exigidas revisões do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust), independentemente se o projeto for realizado pelo setor público ou privado.

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Em relação a isso, Juarez Quadros, se mostrou favorável à privatização. Segundo o presidente da Anatel, nos Estados Unidos existe um modelo de funcionamento similar e que funciona muito bem, uma vez que é administrado por uma empresa privada e que todos os recursos são utilizados ao fim destinado.  

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