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Um dos objetivos dos estudiosos é realizar o transplante de pele e substituir os testes de cosméticos e produtos químicos em animais de laboratórios

Brasil Econômico

Os avanços alcançados por meio da impressora 3D não param de ser ultrapassados. Desta vez, os cientistas da Universidade Carlos III de Madrid, na Espanha, e o grupo BioDan apresentaram um protótipo capaz de criar pele humana.

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Impressão 3D: maior dificuldade dos cientistas é o desenvolvimento da biotinta
iStock
Impressão 3D: maior dificuldade dos cientistas é o desenvolvimento da biotinta

Calma, nada de Frankstein – por enquanto. O objetivo dos cientistas em longo prazo é potencializar a capacidade de transplantes de pele humana, em casos de queimadura, por exemplo. Já em curto prazo, a impressora 3D pode extinguir de vez os polêmicos testes de cosméticos, químicos e farmacêuticos em animais de laboratório.

Mas como?                                                                                       

De acordo com os especialistas, a biotinta – equivalente às tintas utilizadas em uma impressão normal – contém proteínas, células e elementos como queratinócitos, fibroblastos, fibrina, que são comuns à da pele, e são capazes de recriar a estrutura do tecido.

O site sputniknews  divulgou nesta quarta-feira (1) o trecho de uma entrevista com o diretor executivo da BioDan, Alfredo Brisac, onde ele diz que a principal problemática do projeto é achar um método mecatrônico eficaz no que diz respeito ao depósito de células sobre uma estrutura semelhante à pele natural. Ainda de acordo com Brisac, o próximo passo é a criação de um órgão humano vivo.

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Escala industrial

Para você ter uma ideia do passo que a ciência está dando, com apenas um centímetro quadrado de pele humana é possível produzir por meio da impressão 3D até dois metros quadrados da mesma amostra. O cientista ainda acrescentou ao informar que a partir deste método é possível imprimir até 400 metros quadrados de pele, o que pode ser considerado um sucesso.

Sobre as dificuldades, o cientista afirma que não há preocupação em relação aos custos demandados pela impressora 3D, pois não são tão caros quanto se imagina. As inquietações nos cientistas partem da dificuldade da criação da biotinta e ao controle de qualidade da pele produzida, uma vez que é a primeira vez em que um órgão humano é impresso a partir de células vivas.

Outras especialidades

A bioimpressão também é uma alternativa para cirurgias cardiovasculares. A substituição de artérias coronárias por veias safenas, artérias torácica interna – ou mamária e radial atualmente são a melhor opção para os pacientes. Entretanto, quando se trata de vasos mais delicados, com diâmetros menores, a bioimpressão é a melhor alternativa, uma vez que pode produzir um novo vaso de acordo com todas as necessidades do paciente, como se fosse uma peça personalizada, sob encomenda.  

Outro setor que também vem aproveitando a tecnologia da impressora 3D é o da odontologia, que já está imprimindo dentes imunes às bactérias. Mais uma vantagem que nós, pacientes, já podemos encontrar nos consultórios é a não necessidade daquelas massas com gosto ruim para tirar moldes. Por meio de um scanner é possível registrar digitalmente a arcada dentária e imprimir em uma impressora 3D o molde necessário.

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