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A princípio, oficina vai ser aplicada apenas no Reino Unido, com sessões presenciais que têm um dia de duração; primeira aconteceu em Liverpool

YouTube também pretende ensinar jovens a checarem dados e informações na internet
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YouTube também pretende ensinar jovens a checarem dados e informações na internet

Para evitar a propagação de notícias falsas, o YouTube vai começar a oferecer oficinas para ajudar os adolescentes a identificarem este tipo de conteúdo. Com isso, a plataforma pretende reduzir o impacto e a divulgação destes materiais.

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A princípio, o workshop do YouTube vai ser aplicado apenas no Reino Unido, com sessões presenciais que têm um dia de duração. A primeira delas já aconteceu em Liverpool, no último dia 21. A novidade deve chegar em breve a outros centros urbanos da Inglaterra.

Além de fazer com que os adolescentes estejam aptos a identificar uma notícia falsa com base em seu conteúdo, a oficina também trabalha com a ideia de mostrar caminhos para que eles consigam conferir informações e dados na internet.

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O curso oferecido pela plataforma de vídeos do Google também parte para o lado social. A oficina conta com um conteúdo voltado para o racismo e demais comportamentos extremos na internet. Os adolescentes que participam do workshop são ensinados a lidar com estes preconceitos. Além disso, é mostrada a importância de denunciar estes tipos de conteúdo aos moderadores do site. 

Contra o jogo da Baleia Azul

Além de conciliar jovens em relação às notícias falsas, a plataforma também precisará promover ações para controlar o jogo da Baleia Azul no Brasil. A plataforma foi acionada pelo Ministério Público (MPF) de São Paulo para investigar a divulgação de vídeos pertencentes a este desafio, que estimula a automutilação e até mesmo o suicídio de adolescentes. Com a solicitação, o MPF passará também a estudar eventuais responsabilizações à plataforma caso os conteúdos não sejam removidos. 

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A Procuradoria Regional do Direito do Cidadão já havia conseguido remover onze vídeos do YouTube no último mês. O conteúdo destes materiais estimulava jovens a praticarem a automutilação e a cometerem suicídio, sendo sempre baseados nos critérios de popularidade mais elevada. Apesar disso, o Ministério Público Federal ainda não abriu qualquer investigação contra o desafio da Baleia Azul.

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