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Especialista também avalia custos-benefícios de novos smartphones por faixas de preços; cartão de memória é um ótimo aliado para qualquer celular

Quando o celular começa a apresentar aqueles probleminhas de uso, como demora nos carregamentos, constantes travamentos, ou desligar sozinho vem a pergunta: “comprar um novo ou levar para a assistência técnica?”.

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Medidas como uma película protetora do display de boa qualidade e uma capinha também são ótimas opções para manter o dispositivo longe da assistência técnica
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Medidas como uma película protetora do display de boa qualidade e uma capinha também são ótimas opções para manter o dispositivo longe da assistência técnica

Diante desse questionamento e muitos outros, o Brasil Econômico entrevistou o diretor técnico do Grupo PLL, empresa especializada em assistência técnica para celulares, Cléber Gomes, para esclarecer essa e outras dúvidas.

Gomes avalia que primeiramente o consumidor deve levar em consideração o valor de um novo aparelho, o preço do reparo, além de quanto tempo tem o dispositivo e se o mesmo já foi outras vezes para o conserto.

“Se o aparelho já tem muito tempo de uso e já foi para a assistência técnica várias vezes por apresentar defeito, a melhor opção – na maioria das vezes – é a compra de um novo, mas se o problema for algo relativamente simples, como uma tela quebrada, dependendo do valor de um novo, compensa mais trocar a peça”, exemplifica, visto que a garantia do fabricante não cobre este tipo de serviço.

Compra de usados

Diante de preços um tanto quanto salgados por um smartphone , muitos consumidores acabam recorrendo às compras de um dispositivo usado, que pode gerar uma economia de até 50% do valor. Os baixos preços, entretanto, devem ser um motivo para manter o comprador atento, principalmente em relação à sua origem e a não oferta de uma garantia, enfatizou o especialista.

O diretor técnico pondera que uma vantagem do consumidor é que atualmente há muitos sites com esse tipo de venda, e que mutos têm garantias de até 90 dias. Além disso, antes de serem colocados à venda, há sites que avaliam rigorosamente a qualidade do produto que será – ou não – vendido na loja.

Embora o especialista aponte que a compra de um aparelho novo é sempre a melhor opção, por ter garantia de um ano, comprar um dispositivo usado – com procedência legal – pode ser uma ótima opção, uma vez que não deixa nada a desejar em relação à qualidade, desempenho e usabilidade do produto.

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Custo-benefício: smartphones de até R$ 500

Os consumidores que não desejarem se arriscar comprando um aparelho usado e querem privilegiar a economia, Gomes avalia que dispositivos com preços de até R$ 500 são mais indicados aos usuários que não se preocupam muito em tirar fotos - câmeras contam com até 8MP - baixar músicas ou aplicativos. “Nesta faixa de preço, os smartphones têm em média processadores de 1GHz Quad-core e 2GB de memória RAM, com isso eles são ideais para quem apenas troca mensagens e lê notícias na internet”.

Custo-benefício: smartphones entre R$ 500 e R$ 1.000

Quem está disposto a pagar esta faixa de preço deve estar ciente que há aparelhos muito bons disponíveis no mercado. Entre as considerações, o especialista aponta que o consumidor deve exigir uma boa câmera traseira de 12MP, um processador Octa-core com velocidade de 1,5GHz, além de uma boa memória RAM – geralmente de 2GB – e capacidade de bateria. Enquadra-se mais nesse perfil, o público que gosta de tirar fotos, gravar vídeos, baixar app e navegar pela internet.

Custo-benefício: smartphones acima de R$ 1.000

Cléber Gomes ressalta que pagar caro por um dispositivo não é sinônimo de que irá levar para casa um bom celular. Nesta faixa de preço, vale a pena investir em um aparelho com uma câmera de mais de 12MP, memória RAM de 4GB, além de um processador Octa-core, com velocidade média de 2,3GHz. Comparar a usabilidade do aparelho com os smartphones de outros preços pode gerar um bom parâmetro ao consumidor. Além disso, esses modelos possuem geralmente acabamentos em material premium, como metal, alumínio, vidro e snaps.

Para potencializar

Independentemente do preço investido, um cartão de memória é sempre uma ótima opção, ainda mais para salvar imagens, aplicativos, vídeos e músicas. “Quando esses tipos de mídia são salvos diretamente na memória interna do celular, o mesmo fica mais lento e sujeito a travamentos”, diz o especialista.

Além disso, instalar um bom antivírus, apagar aplicativos que não são usados, manter o sistema operacional atualizado, desativar recursos de animações e gadgets , instalar otimizadores de desempenho, que apaguem arquivos dispensáveis e que garantem melhor navegação, aumentam o tempo de vida útil do equipamento.

Constantes atualizações de apps aparecerem e elas não poupam as memórias. Diante desta problemática, Gomes reafirma que um cartão de memória pode ser muito útil para manter o bom desempenho dos aparelhos, como exemplo, ele cita os dispositivos entre R$ 500 e R$ 1.000 que geralmente aceitam cartões de até 128GB.

O tempo útil de vida de um celular é bastante relativo, ele revela “quanto maior o tempo de usabilidade do aparelho celular, menor é o tempo de vida das peças do mesmo, como por exemplo, a bateria”.

Não pode deixar de citar que outras medidas como uma película protetora do display de boa qualidade e uma capinha também são ótimas opções para manter o dispositivo longe da assistência técnica. 

* Com edição de Flávia Denone

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