Tamanho do texto

Pesquisadores apontaram que as fortes correntes de vento presentes nos oceanos poderiam ser aproveitadas para gerar energia

Brasil Econômico

Existem muitas coisas magníficas no oceano, inclusive energia infinita, sustentável e capaz de abastecer todo o planeta! Pelo menos é isso que sugere uma pesquisa realizada pelos cientistas atmosféricos Anna Possner e Ken Caldeira, do Instituto Carnegie.

A fórmula para gerar energia infinita poderia ser encontrada nos ventos.
Reprodução
A fórmula para gerar energia infinita poderia ser encontrada nos ventos.













Leia mais:  Energia elétrica por meio do choro? Confira a técnica descoberta por cientistas

Para ter acesso a  energia infinita , seria preciso construir uma fazenda de energia eólica do tamanho da Índia no meio do Oceano Atlântico. Assim, haveria um conjunto de grandes turbinas de vento instaladas no meio do mar. Muito maior que as terrestres, utilizadas em grande escala ao redor do mundo, essas turbinas chegariam a medir mais de 200 metros de altura - 5 vezes o tamanho do Cristo Redentor. 

A pesquisa  realizada pelos cientistas mostrou que os ventos em alto mar são cerca de 70% mais fortes e constantes do que em terra. Como consequência, as turbinas de energia eólica estacionadas nessas regiões conseguiriam captar 4 vezes mais energia do que as em terra. Em um ano, essa "fazenda de vento" de 3 milhões de metros quadrados conseguiria produzir cerca de 18 terawatts, a mesma quantidade consumida por toda a população humana no mesmo período.

As empresas Statoil e Siemens testaram a primeira turbina em eólica flutuante em 2009
Reprodução/ Siemens
As empresas Statoil e Siemens testaram a primeira turbina em eólica flutuante em 2009













Veja também:  Avião movido a energia solar faz trajeto pelos EUA

As altas velocidades do vento nessas regiões são justificadas pela ausência de arranha-céus e de variações topográficas (montanhas, morros, etc). Entretanto ainda existe a preocupação de que a grande quantidade de turbinas diminua a velocidade do vento nos mares, assim como acontece em terra.

Em entrevista ao Inside Climate News a pesquisadora Anna Possner alegou que "o nível de reposição [de vento] nos mares é muito mais rápido do que em terra, tornando, nesse quesito, esse projeto viável do ponto de vista ambiental". A base para tal afirmação é uma série de simulações conduzidas em computadores, que também deixaram claro o melhor potencial da região do pacífico norte, onde o contraste entre as temperaturas frias do oceano e os ventos quentes oriundos da costa Norte-Americana criam correntes de ar mais fortes e consistentes. 

Na prática, é possível?

A ideia de abastecer o mundo inteiro com energia eólica atualmente é barrada por limitações tecnológicas. Ainda não existem tecnologias de infraestrutura que consigam transferir a energia capturada nos oceanos para o resto do mundo com eficiência e rentabilidade.

"Enquanto as 'fazendas de vento' em escala comercial ainda não existem, nossos resultados sugerem que, se elas se tornassem técnica e economicamente possíveis, poderiam prover energia em escala global", explica um trecho do documento científico. 

O Projeto Hywind, lançado dia 18 de Outubro, já conseguiu construir uma rede de turbinas eólicas flutuantes em pequena escala na Escócia.
Reprodução
O Projeto Hywind, lançado dia 18 de Outubro, já conseguiu construir uma rede de turbinas eólicas flutuantes em pequena escala na Escócia.













Leia mais:  Instagram libera recurso para transmissões ao vivo com mais de um usuário

Mas, a ideia pode não estar muito longe da realidade. Uma petrolífera norueguesa investiu cerca de R$ 764 milhões para construir uma série de turbinas eólicas no mar da Escócia. O Hywind começou a funcionar dia 18 de outubro desse ano e produz energia suficiente para abastecer 20 mil casas. Apesar de ser apenas uma fração do necessário para abastecer o mundo inteiro, o projeto abre portas para estudos e investimentos futuros que, no final, podem acabar beneficiando o mundo inteiro com energia infinita. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.