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Para especialistas, a moeda digital seguirá como alvo de ataques conforme o preço continuar alto; governo norte-coreano nega envolvimento no ataque

O regime de Kim Jong-un nega qualquer envolvimento da Coreia do Norte nos ataques hackers por bitcoin
Wikimedia Commons
O regime de Kim Jong-un nega qualquer envolvimento da Coreia do Norte nos ataques hackers por bitcoin

A polícia da Coreia do Sul acusou nesta terça-feira (12) um grupo de hackers da Coreia do Norte de atacarem quatro corretoras que negociam bitcoin no país. O golpe envolvendo a moeda digital  teria sido efetuado entre julho e agosto deste ano e segundo informações das autoridades locais, o ataque ocorreu por meio de e-mails maliciosos enviados para os funcionários das financeiras.

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Durante a campanha maliciosa, os espiões norte-coreanos teriam acessado a uma quantia não informada de bitcoin . "É razoável presumir que eles conseguiram acumular uma quantia satisfatória, e que esse valor está aumentando significativamente no momento", afirmou Bryce Boland, diretor de tecnologia da empresa de segurança cibernética FireEye, com sede em Cingapura.

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Neste ano, o bitcoin registrou valorização de 1.500% e chegou a ser negociado por US$ 18 mil (cerca de R$ 59 mil) após  estrear na Chicago Board Options Exchange  (CBOE), a bolsa de valores de Chicago. As frequentes altas fazem diversos países considerarem criar suas próprias moedas digitais. A Venezuela, por exemplo, anunciou "El Petro" para tentar conter o colapso da economia do país. 

O Federal Reserve, equivalente ao Banco Central dos Estados Unidos, também considera oferecer um padrão próprio para os investidores, assim como a Rússia está fazendo com o CryptoRuble e o Japão, com a J-Coin. O órgão, no entanto, adiante que a oferta levaria um tempo para se concretizar. Segundo especialistas, os ataques provavelmente continuarão acontecendo nos próximos meses, conforme o preço da criptomoeda permanecer em alta.

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Criada em 2009, o bitcoin foi projetado para operar fora do controle de governos ou bancos. Por esse motivo, a criptomoeda tende a ser atrativas para a Coreia do Norte em um momento em que o país é alvo de sanções pela ONU e os Estados Unidos por seu programa nuclear. O regime de Kim Jong-un, por sua vez, nega o envolvimento do governo norte-coreano em ataques hackers internacionais.

* Com informações da Ansa.

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