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Para que processo seja efetuado, é preciso começar ainda em vida o "embalsamento do cérebro", mas método traz complicações fatais ao cliente

Brasil Econômico

Que tal congelar o corpo? Startup não é a única companhia que está oferecendo “vida eterna”
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Que tal congelar o corpo? Startup não é a única companhia que está oferecendo “vida eterna”

O bilionário do Vale do Silício, Sam Altmam, está pagando US$ 10 mil para uma startup preservar o cérebro dele  após sua morte e carregá-lo - ou seja, fazer um upload  - em um computador. O motivo? Segundo o portal internacional de notícias  Mirror , a empresa chamada Nectome oferece o serviço de uma  vida eterna digitalmente. 

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Além de Altman, outras 24 pessoas já desembolsaram o valor de aproximadamente R$ 33 mil para ter suas mentes preservadas pela startup . Contudo, para que isso seja efetuado, é preciso começar ainda em vida o processo chamado "embalsamento do cérebro" a fim de que a pessoa tenha garantida a "vida eterna". Além disso, a empresa ainda não começou, efetivamente, a realizar o procedimento. 

Como funciona?

A Netcome garante que desenvolveu uma solução química capaz de preservar um corpo por centenas ou potencialmente milhares de anos, mas, para que o produto ‘dê conta’ do recado, é necessário bombardear esse "produto" no cliente ainda vivo, o que, efetivamente, irá matar a pessoas aos poucos. Como explica o cofundador da startup, Robert McIntyre, “a experiência do usuário será idêntica ao suicídio médico-assistido”.

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E por mais que possa parecer infração, o procedimento é legal, ao menos nos Estados Unidos, e a tecnologia pode chegar mais cedo no mercado do que se imagina. O suicídio medicamente assistido é legal em cinco estados do país, e a Netcome já conseguiu apoio federal para a sua pesquisa.

Vale destacar que o armazenamento de cérebro oferecido pela startup ainda não está à venda, o que Altmam e aquelas outras 24 pessoas fizeram foi a assinatura em uma "lista de espera". O Mirror ainda destacou que a empresa acredita que a tecnologia deve, particularmente, atrair pessoas com doenças terminais.

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A startup não é a única companhia que está oferecendo “vida eterna”, algumas empresas também já estão oferecendo congelamento criogênico, um método que preserva os corpos após a morte, com nitrogênio líquido, na esperança de que os futuros avanços nas áreas de medicina e tecnologia permitam a volta à vida dessas pessoas.

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