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Empresa teria violado os dados de usuários nos Estados Unidos por meio de um teste de personalidade que foi desenvolvido por um acadêmico russo

Cerca de 50 milhões de pessoas teriam sido afetados pelo uso indevido de dados no Facebook
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Cerca de 50 milhões de pessoas teriam sido afetados pelo uso indevido de dados no Facebook

O uso de dados de usuários do Facebook será alvo de investigação da União Europeia após a rede social ter afirmado que a Cambridge Analytica, vinculada à campanha presidencial de Donald Trump, guardou informações indevidamente durante anos, mesmo tendo afirmado que havia eliminado os registros.

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"As alegações de uso indevido de dados de usuários do Facebook são uma violação inaceitável dos direitos de privacidade dos nossos cidadãos. O Parlamento Europeu investigará plenamente, chamando as plataformas digitais para a investigação", publicou no Twitter o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani.

Segundo a comissária de Justiça da União Europeia, Vera Jourová, caso as notícias sejam confirmadas, isso representa uma situação horrível, dizendo também que esperava que "as empresas assumissem mais responsabilidade ao lidar com nossos dados pessoais". A comissária afirmou ainda que buscaria maiores esclarecimentos com a rede social e funcionários do governo norte-americano.

“Da perspetiva da União Europeia, o mau uso de dados pessoais de utilizadores do Facebook para fins políticos, se confirmado, é inadmissível”, disse Vera Jourová por meio de um comunicado.

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O caso estourou no final de semana, quando os jornais "The New York Times" e "The Guardian" publicaram que a empresa teria violado os dados de usuários nos EUA por meio de um teste de personalidade desenvolvido por um acadêmico russo, Aleksandr Kogan.

No total, cerca de 270 mil pessoas teriam feito o teste, e Kogan teria tido acesso a dados de identidade, localização e dos contatos desses usuários, totalizando 50 milhões de pessoas. Em seguida, teria repassado essas informações para a Cambridge Analytica, em uma prática não permitida.

A companhia foi contratada pela campanha do então candidato à Presidência Donald Trump, que hoje vê membros de seu governo e sua família suspeitos de conluio com a Rússia para beneficiá-lo nas eleições. A consultoria também teria prestado serviço a grupos pró-Brexit.

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Os dados coletadas pelo teste de Kogan teriam sido utilizados para entender o comportamento de eleitores e tentar direcionar suas escolhas. A firma de consultoria foi suspensa pelo Facebook.

*Com informações da Ansa

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