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Mais de três mil funcionários assinaram carta destinada ao CEO Sundar Pichai pedindo para interromper negócios com o Pentágono

Mais de 3 mil funcionários do Google assinaram carta pedindo ao CEO para não continuar
Pixabay/Creative Commons
Mais de 3 mil funcionários do Google assinaram carta pedindo ao CEO para não continuar "negócios de guerra" com o Pentágono



Uma carta em que milhares de funcionários do Google pedem para que a empresa deixe os "negócios de guerra" vazou hoje (4). O documento destinado ao CEO Sunsar Pichai foi publicado pelos jornais "The New Work Times" e "The Guardian".

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O que os funcionários vem chamando de " negócios de guerra " na verdade trata-se de Project Maven , um acordo da gigante de tecnologia com o Pentágono. Nele, a inteligência artifical criada pelo Google seria utilizada para interpretar vídeos e aumentar a precisão dos ataques de drones norte-americanos.

Na petição que já foi assinada por mais de 3100 funcionários, a famosa frase "Don`t be evil" ("Não seja mal") é citada para tentar impedir o prosseguimento do negócio. Os empregados também pedem que a empresa anuncie uma política que impeça o envolvimento da companhia com qualquer ação militar.

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O que é o Project Maven do Google?

Funcionários chegaram a usar o famoso mote da companhia
Reprodução
Funcionários chegaram a usar o famoso mote da companhia "Don`t be evil" para tentar sensibilizar os chefes.

Apesar da empresa negar, o Project Maven pretende criar uma tecnologia capaz de monitorar por imagem grandes áreas e detectar movimentos de de veículos, pessoas e outras objetos por meio do uso de inteligência artificial. Os funcionários acreditam que se isso fosse usado pelo Pentágono ou pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, seus esforços estariam sendo utilizados para táticas de guerra, o que corrompe o propósito pelo qual eles foram contratados.

O Google afirma que o projeto foi elaborado sem propósitos ofensivos e que a tecnologia queria "salvar vidas e pessoas de terem empregos altamente tediosos". Ainda assim, essa resposta não parece ter sido suficiente para os empregados que afirmaram que o uso dessa tecnologia por parte dos militares vai contra os valores da empresa e coloca em risco a reputação da mesma.

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Aparentemente, o Google que sempre incentivou que seus funcionários opinassem sobre questões envolvendo a companhia, agora está enfrentando bastante resistência interna num projeto que prometia volumosos rendimentos.

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