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Obrigatória em muitos planos, serviço de telefonia fixa está caindo em desuso pelos brasileiros. Saldo apenas do mês de março é de -94.503 linhas

Número de linhas ativas de telefone fixo despencam no país nos últimos 12 meses
ALISSON GONTIJO - 3.11.2010
Número de linhas ativas de telefone fixo despencam no país nos últimos 12 meses


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou nesta sexta-feira (27) os dados do setor de telefonia fixa e os resultados não foram nada animadores para as operadoras nacionais. No período de um ano, o segmento perdeu mais de 1 milhão de contratos e passou a contar com menos de 41 milhões de telefones fixos ativos.

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De acordo com a pesquisa, estavam registradas 40.459.554 linhas fixas de telefone em operação no mês de março de 2018. Isso indica um saldo negativo de 94.503 assinaturas em relação a fevereiro de 2018 e 1.208.833 linhas desligadas ao longo dos últimos 12 meses.

Do total, 17.138.921 telefones fixos estavam registrados pelas operadoras autorizadas no país e 23.320.633 pelas próprias concessionárias. Como era de se imaginar, ambas também acumularam resultados negativos. Enquanto as autorizadas perderam 20.586 (-0,12%) assinantes, as concessionárias tiveram uma queda mais acentuada de 1.188.247 (-4,85%) no acumulado dos últimos 12 meses.

Comparando apenas com o mês de fevereiro, no entanto, as autorizadas apresentaram um pequeno aumento de 22.738 unidades (+0,13%), enquanto as concessionárias também diminuiram o ritmo da redução: saldo negativo de 117.241 (-0,50%). A justificativa, porém, não é lá muito animadora: o ritmo de queda está caindo porque o número já está chegando bem perto do piso.

Numa outra pesquisa divulgada também nessa sexta-feira (27), o IBGE indicou que o número de domicílios com telefone fixo caiu de 34,5% em 2016 para 32,1% em 2017. Os dados indicaram que o brasileiro está trocando o uso do telefone fixo pelo uso do telefone móvel uma vez que 92,7% dos lares já contavam com pelo menos uma pessoa dona de uma linha de celular.

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Divisão por empresas

Entre as prestadores fixas autorizadas a Claro manteve a liderança no mês de março com 10.818.655 linhas ativas o que equivale a 63,12% do mercado. Na sequência aparecem a Telefônica com 4.777.058 (27,87%), a TIM com 739,454 (4,31%), a Algar Telecom com 350.954 (2,05%), a Oi com 166.557 (0,97%), a Sercomtel com 88.870 (0,52%), a Cabo com 36.712 (0,21%) até finalmente a BT com 3.970 (0,02%).

Já entre as concessionárias, a Oi foi a líder do mês com 13.065.965 (56,03%) linhas ativas, seguida pela Telefônica com 9.330.960 (40,01%), AlgarTelecom com 756.010 (3,24%), Sercomtel com 165.874 (0,71%) e a Claro com 1.824 (0,01%).

No acumulado dos últimos 12 meses, a Algar Telecom apresentou um crescimento de 35,08% e foi a maior nesse segmento, TIM (7,22%), Oi (3,56%), Sercomtel (1,69%) e Telefônica (0,23%) também cresceram. Mas a redução da BT (-14,77%), da Cabo (-1,46%) e da Claro (-1,36%) puxaram o índice pra baixo.

Entre as concessionárias, em um ano, apenas Claro (4,23%) e Algar Telecom (2,30%) apresentaram crescimento, todas as outras tiveram quedas com destaque para  Telefônica (-2,82%), a Sercomtel (-5,86%) e a Oi (-6,61%).

Divisão por estados

A Anatel também divulgou a divisão por estados e nesse quesito São Paulo foi o lugar onde ocorreu a maior redução no número de linhas. Nos últimos 12 meses, com 412 mil linhas a menos, o estado apresentou uma queda de 2,61%. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, com menos 330,9 mil linhas, perda de 6,46%; seguido por Minas Gerais, com menos 109,3 mil e recuo de 2,74%.

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Apenas três estados apresentaram crescimento: Santa Catarina, com 20,4 mil linhas fixas, aumento de 1,22%; Paraná, com mais 7,8 mil, acréscimo de 0,27%, e Acre, com mais 200 linhas de telefone fixo novas, elevação de 0,24%.

*Com informações da Anatel

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