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Segundo relatório da Anatel, banda larga de 2.200 cidades brasileiras não passa de 5 Mbps. Concentração de redes também é um problema. Entenda

Mais de 2.000 cidades brasileiras não tem conexão de banda larga com velocidade superior a 5 Mbps
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Mais de 2.000 cidades brasileiras não tem conexão de banda larga com velocidade superior a 5 Mbps

A Agência Nacional de Telecomunicações ( Anatel ) divulgou nesta quinta-feira (17) um relatório onde consta que mais de 2 mil cidades brasileiras tem velocidade máxima de banda larga inferior a 5 Mbps. A conclusão consta no documento preparado para o Plano Estrutural das Redes de Telecomunicações (Pert) e decepcionou o setor.

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Para ser mais exato, são 2.200 cidades com a velocidade da internet  banda larga limitada. O número é bem parecido, mas ainda menor que os 2.300 municípios que não tem rede de transporte com fibra ótica, o tipo de conexão mais rápido disponível no país. Desse universo, 54% dessas cidades estão nas regiões Norte e Nordeste e 23% fazem parte do estado de Minas Gerais.

Além disso, a chamada "densidade da população conectada" (quantidade de acessos a cada 100 habitantes) também é muito baixa no Brasil. Apesar de 13% estar um ponto percentual acima da média global, ainda estamos "muito abaixo da densidade dos países desenvolvidos que está em 30%”, afirmou o conselheiro Aníbal Diniz ao portal TeleSíntese.

Concentração de redes

Quanto mais dispositivos conectado a uma banda larga de baixa conexão, pior fica o acesso dos usuários ao serviço
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Quanto mais dispositivos conectado a uma banda larga de baixa conexão, pior fica o acesso dos usuários ao serviço

O levantamento mostrou também que, apesar de existirem 5,8 mil empresas com licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), as três maiores empresas do setor, Claro , Vivo e Oi , concetram 83% dos assinantes em todo país.

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Ainda conforme a Anatel, embora existam 5,8 mil empresas com licença de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), três empresas (as grandes operadoras Claro, Vivo e Oi) concentram 83% dos assinantes.

Para Diniz, a solução para esses problemas seria reformular quatro leis vigentes no Brasil: a Lei geral de Telecomunicações, a Lei do Fundo de Universalização (Fust), a Lei do Fundo de Fiscalização e a Lei do Plano Brasil Maior.

Dessa forma, segundo o conselheiro, o dinheiro do Fundo de Universalização poderia servir como fonte de renda ininterrupta para expansão e manutenção da infraestrutura de banda larga fixa no país.

Em outro relatório divulgado pela Anatel recentemente , o setor comemorou o fato de que, em doze meses, quase 2,5 milhões de novos contratos de banda larga fixa foram assinados. Dessa forma, o país chegou a 29.689.814 contratos de banda larga fixa ativos em março de 2018.

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O crescimento, porém, foi puxado em maior parte pelor provedores regionais que acabaram sendo responsáveis por 70% do aumento da oferta de banda larga no país. Nesse quesito, nem Claro, nem Vivo apresentaram crescimento expressivo e a Oi ainda apresentou a maior queda com 190.870 contratos a menos (-2,97%) assinados no período.

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