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Divulgação/Xiaomi
Loja da Xiaomi no Shopping Ibirapuera


Redmi 8, Mi Note 10, Redmi Note 9S, Mi A3, Mi 9T e tantos outros. Ao todo, a Xiaomi tem 17 modelos de smartphone em linha no Brasil, e as nomenclaturas são diversas. Tem celular para todos os gostos mas, na hora de escolher um modelo, os consumidores podem se sentir perdidos nesse mar de opções. 

Desvendar o mistério das linhas da Xiaomi, porém, não é tão difícil quanto parece. Luciano Barbosa, Head do Projeto Xiaomi no Brasil, explica que a grande quantidade de modelos de celular é uma estratégia da marca não só para atingir vários públicos, mas também para conseguir atender às mudanças que um mesmo cliente pode demandar de seu smartphone

“A gente enxerga muita gente de outras marcas vindo para Xiaomi e muita gente ficando. E essas pessoas que ficam gostam de trocar de telefone. O gosto e as necessidades das pessoas estão mudando muito rápido, e aí por isso a gente opta por ter produtos para atender todo mundo”, explica Luciano. 

Por dentro das linhas da Xiaomi

Para começar as entender as linhas de celular da Xiaomi e descobrir qual modelo mais se encaixa no seu perfil, é preciso primeiro separar todos os smartphones em dois grupos principais: a linha Redmi e a linha Mi

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A família Redmi é a que engloba os celulares de entrada, intermediários e intermediários premium da marca. Nela, é possível encontrar desde celulares mais básicos até modelos com características diferenciadas, mas não há smartphones mais potentes ou com especificações topo de linha. 

Os modelos mais poderosos ficam por conta da linha Mi, que costuma trazer as especificações mais avançadas e alguns diferenciais interessantes para competir com a concorrência. 

Mas dentro de cada uma dessas linhas, há subcategorias, como as nomenclaturas Note , A, T, SE e tantas outras. Isso faz com que um mesmo modelo possa ter várias versões, atingindo públicos e gostos diversificados. 

A linha Redmi

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Redmi Note 9S foi o último celular lançado pela Xiaomi no Brasil


A linha Redmi começa com modelos bem de entrada, como o Redmi Go , que contém especificações mais modestas. “É uma versão extremamente simples da configuração”, define Luciano. Em seguida, a linha avança para o Redmi padrão, que traz alguma numeração. Quanto maior o número, mais recente é a versão do celular. Dentro dessa subcategoria, há o Redmi A e o Redmi apenas com o numeral, sendo a versão A a mais de entrada. 

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Avançando mais, chegamos à família Redmi Note . De acordo com Luciano, essa é a linha da Xiaomi que mais vende no Brasil e no mundo. “A linha Redmi Note é sempre um intermediário premium. É um aparelho que hoje atende a maior faixa de clientes nossos, porque é um intermediário que suporta gamers e tem excelente bateria”, conta. 

Dentro da linha Redmi Note, também há variações: o modelo com o número puro é sempre mais simples que o modelo S que, por sua vez, traz menos recursos que a versão Pro.

A linha Mi

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Divulgação/Xiaomi
Xiaomi Mi 10 ainda não chegou ao Brasil


Para quem gosta de smartphones mais evoluídos e pode pagar um pouco mais caro, os celulares da linha Mi podem ser uma boa opção. “São aparelhos premium, que sempre trazem a última versão de processador, a maior evolução em termos de memória RAM, além de ter tudo premium: melhor tela, melhor proteção de tela e gabinetes premium. Então, a linha Mi é a linha mais forte que a gente tem”, explica Luciano. 

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Dentro da linha Mi, há as subcategorias Mix, Note e A. A linha Mi padrão vem acompanhada de uma evolução numérica e, além disso, tem as nomenclaturas T e SE. A versão T tem algum tipo de diferencial - no caso do Mi 9T , é a câmera pop-up -, enquanto a versão SE é um compacto do celular padrão, com boas especificações em um celular menor. 

Avançando, a linha Mi Note é definida pela marca como super premium, trazendo celulares com especificações ainda mais poderosas. Ainda existem as linhas Mi Mix e Mi A. A Mi Mix traz celulares premium com alguma extravagância e recurso extra. “Tem tudo de top e ainda mais alguma característica para chamar a atenção, como o teste de uma nova tecnologia”, explica Luciano. 

O diferencial da linha Mi A , por sua vez, fica por conta do software. Ao invés de utilizar a MIUI , interface desenvolvida pela Xiaomi e utilizada em todos os smartphones da marca, os celulares da linha Mi A vêm com Android puro . “É configuração Xiaomi e software Google”, resume Luciano.


Como escolher um celular da Xiaomi?

Mesmo entendendo todas as linhas da Xiaomi e como os modelos vão evoluindo, ainda há muitas opções para escolher. Luciano diz que um exercício interessante é pensar em todos os problemas que você enfrentou com seu celular nos últimos tempos e, então, olhar qual modelo melhor resolve essa questão. 

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“Hoje em dia, falando em termo de processamento, praticamente todo o portfólio não tem mais esse problema. Então, basicamente, o que voce vai precisar é ou de bateria, ou de câmera, ou uma tela grande, ou de NFC”, exemplifica o executivo. 

Outra dica do líder da Xiaomi no Brasil é que os consumidores olhem com carinho para linhas anteriores . “O Redmi Note 7 continua em linha. Com o lançamento do Redmi Note 9, parece que ele está desatualizado, mas na verdade ele dá conta do recado completamente. Muitas vezes, é interessante procurar aparelhos de gerações anteriores, porque são aparelhos honestos que entregam resultado, e acabam por ter um custo benefício mais atraente”, explica. 

Em relação às atualizações de sistema, Luciano diz que a Xiaomi costuma atualizar, em média, três ou quatro versões da MIUI em seus smartphones . Isso varia, porém, a depender do modelo. “Se eu pegar um aparelho Redmi Go, por exemplo, eu não vou atualizar ele até quatro gerações para frente, porque ele é um aparelho de entrada. Por outro lado, se eu pegar um Mi 8 ou um Mi 9, eu vou ter, sim, atualização até quatro versões”, afirma o executivo.

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