TikTok cria conselho de segurança no Brasil
Unsplash/Kon Karampelas
TikTok cria conselho de segurança no Brasil

O TikTok anunciou, nesta terça-feira (2), o Conselho Consultivo de Segurança do Brasil, grupo que será responsável por discutir questões relevantes da rede social no país. O órgão já existe em outras localidades e, agora, ganha sua versão nacional.

"Como já temos em outras regiões, esses conselhos nos apoiam em nosso constante trabalho de atualização de nossas políticas de moderação de conteúdo e de análise de uma vasta gama de problemas que o nosso setor enfrenta. Essas iniciativas nos ajudam a navegar em temas desafiadores, seja desinformação relacionada às eleições, discurso de ódio, ou bullying, e a desenvolver abordagens e soluções pioneiras no setor. E agora estamos felizes em expandir essa iniciativa para o Brasil", diz Jeff Collins, diretor sênior de Confiança e Segurança do TikTok.

De acordo com a rede social, o Conselho vai se reunir trimestralmente com líderes regionais de outros países para discutir questões críticas do TikTok . Dentre elas, estão segurança online , segurança infantil, alfabetização digital, saúde mental e direitos humanos.

Constantemente, o Tiktok lida com diversos problemas relacionados a essas questões. Com muitos jovens cadastrados, a  rede social já foi banida da Itália depois de uma criança cometer suicídio durante um desafio, assim como tem tentado criar formas de ajudar no debate sobre distúrbios alimentares nos EUA , depois de enfrentar problemas.

Confira quem fará parte do Conselho no Brasil:

  • Yasodara Cordova, bolsista da Fundação MC/MPA Ford, no Ash Center for Democratic Governance and Innovation, na Universidade de Harvard. O foco de seu trabalho é ética digital, direitos humanos, privacidade de dados, desinformação e segurança infantil.
  • Fabricio Benvenuto, professor associado do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ex-membro da Academia Brasileira de Ciências (2013-2017). Ele é especialista em desinformação.
  • Nina da Hora, cientista da computação pela Puc-Rio, pesquisadora e disseminadora científica na área de tecnologia e sociedade, com foco em algoritmos, inteligência artificial e segurança cibernética. Suas especialidades são ciência da computação, internet das coisas e diversidade.
  • Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio). Professor de Direito da UERJ e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Professor visitante da Faculdade de Direito da Universidade de Ottawa. Bolsista do Projeto Sociedade da Informação, da Yale Law School. Membro do Comitê Executivo da Rede Global de Centros de Pesquisa da Internet & Sociedade (NoC). É especialista em política tecnológica e regulação.
  • Mariana Valente, uma das diretoras do InternetLab, um centro de pesquisa independente com sede em São Paulo, Brasil, que tem como foco a intersecção entre o direito e a tecnologia em espaços online. Também é professora na Universidade Insper do Brasil. É especialista em direitos das mulheres, política tecnológica, proteção de dados, direitos humanos, inclusão digital, responsabilidade da plataforma e liberdade de expressão.
  • Thiago Amparo, professor da FGV Direito - SP e da Escola de Relações Internacionais da FGV, ministrando cursos de direitos humanos, direito internacional, políticas de diversidade, discriminação e direito.

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