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O mercado de televisores vem passando por grandes mudanças em 2021. Depois de a Sony anunciar o fim da produção e venda de seus aparelhos no país em março , nesta quarta-feira (11) foi a vez de a Panasonic confirmar que vai deixar de fabricar suas TVs e produtos de áudio no país até o fim deste ano.

A multinacional japonesa informou que o encerramento da produção de TV e áudio no Brasil é uma decisão que segue uma estratégia global, com foco na sustentabilidade do negócio.

Apesar de os produtos serem produzidos na fábrica de Manaus, a unidade vai manter sua atividade com as linhas de micro-ondas, produtos automotivos e componentes eletrônicos.

Com o fim da área de TVs e áudio, a Panasonic vai demitir 130 funcionários até dezembro. O número representa 5% dos 2.400 colaboradores da empresa no país.

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Além de Manaus, a Panasonic tem ainda a fábrica em Extrema, Minas Gerais, onde produz máquinas de lavar e refrigeradores. Em São José dos Campos, no interior de São Paulo, fica a unidade de fabricação de pilhas de zinco e alcalinas.

Decisão surpreende varejistas

A notícia da saída da Panasonic surpreendeu redes de varejo e analistas. Uma fonte do setor lembrou que o mercado de TVs vem passando por uma disputa tecnológica acirrada, o que exige pesados investimentos em software, conectividade e parcerias com empresas de variados setores como os de streaming de vídeos.

Foi essa falta de investimento que fez a japonesa Sony perder a corrida no setor, amargando vendas cada vez menores. O mesmo ocorreu com a Panasonic, ressaltou essa mesma fonte do setor.

Hoje, o segmento é dominado no país pela coreana Samsung, seguida da também coreana LG. Em paralelo, diversas marcas passaram a investir no setor com produtos voltados para a chamada faixa intermediária, com preços a partir de R$ 1.400.

Foi assim que nos últimos meses a Britânia, conhecida pelos eletrodomésticos, anunciou seus primeiros modelos, seguido da Toshiba, que selou parceria com a Multilaser. Fontes do setor revelam que Sanyo e Sharp são outras marcas de sucesso dos anos 1980 e 1990 que preparam o retorno às lojas.

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