O Facebook se prepara para um modelo de publicidade que não dependa do rastreamento da navegação do usuário para a exibição de anúncios, pelo menos não da mesma forma de antes
Pedro Knoth
O Facebook se prepara para um modelo de publicidade que não dependa do rastreamento da navegação do usuário para a exibição de anúncios, pelo menos não da mesma forma de antes

O Facebook se prepara para um modelo de publicidade que não dependa do rastreamento da navegação do usuário para a exibição de anúncios, pelo menos não da mesma forma de antes. O sistema é basicamente o formato com o qual a rede social cresceu, mas deve ser alterado em breve com as novas regras de privacidade.

Recentemente a Apple atualizou o iOS e passou a dar a opção para os usuários escolherem se querem ter sua navegação rastreada por aplicativos ou não. Em breve, o Google também deve adotar um sistema do tipo no Android, mesmo que não seja tão radical quando o da rival.

Além das regras das plataformas, a União Europeia considera aplicar a proibição de anúncios segmentados como parte do conjunto de leis que está sendo desenvolvido. Nos EUA, Joe Biden já declarou que pretende rever esse tipo de publicidade também.

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Com isso, as empresas estão sendo obrigadas a estudarem suas políticas de publicidade. O Facebook analisa, junto com o Google, uma forma de fazer isso sem ferir essas regras, mas ainda conseguindo fornecer anúncios.

“Definitivamente, vemos que a personalização [de anúncios] evoluirá de forma muito significativa ao longo dos próximos cinco anos. E esse investimento bem antes disso beneficiará todos os nossos clientes e nos permitirá ajudar a moldar o estado futuro do ecossistema de anúncios”, disse o executivo de publicidade do Facebook, Graham Mudd ao The Verge.

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Uma solução para isso pode se basear no aprendizado de máquina, onde o dispositivo do usuário coleta dados de navegação e determina o tipo de anúncio desejado. Esse resultado é enviado anonimamente para uma nuvem e os anunciantes podem decidir como prosseguir. “Acho que um dos desafios do aprendizado do dispositivo é que os recursos de computação necessários para o fazer estão obviamente sob o controle dos próprios sistemas operacionais”, completou.

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