Antena de 5G
Unsplash/Jakub Pabis
Antena de 5G

As famosas ofertas "ilimitadas" na telefonia móvel poderão não ter espaço nos futuros planos de telefonia 5G. Além disso, os preços dos pacotes tendem a ser maiores que os atuais por conta da maior velocidade e menor latência que será oferecida pelas teles.

O presidente da TIM Brasil e diretor-geral da Telecom Italia, Pietro Labriola, em coletiva de imprensa, deu detalhes de como será a estratégia comercial da companhia. Para explicar a mecânica de preços, ele fez uma alusão aos planos do Uber.

"Quando você usa o Uber, tem o Uber Black e outros níveis. E o preço é relacionado com o nível de serviço. Então, o 5G vai ter o mesmo preço do 4G? Tem várias respostas", afirmou.

Labriola também questionou a existência de planos ilimitados no 5G. Ele lembrou que em países como os Estados Unidos as teles vendem pacotes ilimitados, mas restringem o uso "se estiver tendo um uso anômalo ou fora do padrão" com corte de internet ou redução de velocidade. As empresas no exterior proíbem ainda que os pacotes móveis façam roteamento de dados com outros usuários.

"Nos EUA, a lei permite uma comunicação desse tipo, mas, na verdade, o plano não é ilimitado. Isso não pode no Brasil pois você não pode ser ilimitado se não é ilimitado. Por isso, há poucos lugares no mundo onde têm ofertas verdadeiramente ilimitadas. Todas as empresas trabalham para atender a um resultado econômico e financeiro. Então, é importante entender se isso é viável".

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Alberto Griselli, vice-presidente Comercial da operadora, lembrou que o 5G conta com algumas variáveis que permitem flexibilidade para construir pacotes com serviços distintos para os vários perfis de consumidores.

"O 5G tem velocidade maior e serviços com latência menor. Essas características permitem construir planos tarifários para atender a necessidade de vários tipos de clientes. E isso permite dar algo para todo mundo e algo mais sofisticado para um grupo que deseja comprar algo mais sofisticado".

Hoje, os preços dos pacotes de 5G DSS são os mesmos do 4G, segundo os executivos, pois a velocidade não é a mesma do 5G puro. Além disso, não será preciso trocar de chip (que é 4G) para ter acesso ao 5G, afirmaram os executivos. Basta apenas ter um aparelho compatível com a rede standalone (ou 5G pura).

"O 5G vai revolucionar a atividade econômica e dar impulso nunca visto antes. A expectativa é que os serviços estejam nas capitais antes do prazo inicial (estipulado pela Anatel para meados de 2022). Estamos preparados para começar", afirmou Labriola.

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