Meta anunciou medidas para conter desinformação eleitoral
Unsplash/Dima Solomin
Meta anunciou medidas para conter desinformação eleitoral

A Meta, empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou nesta quinta-feira (12), em evento promovido em Brasília, que vai monitorar publicações a respeito das eleições deste ano no Brasil.

A empresa terá um centro de monitoramento durante o período eleitoral, por meio do qual funcionários do Brasil e dos Estados Unidos vão analisar publicações que foram denunciadas por usuários do Facebook e do Instagram. Além disso, publicações que possam representar uma eventual interferência nas eleições também serão monitoradas.

O objetivo é excluir conteúdos que possam ameaçar o processo democrático brasileiro. A medida faz parte das várias que a Meta se comprometeu a realizar quando firmou acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a fim de reduzir a disseminação de desinformação eleitoral.

Segundo a empresa, o foco de monitoramento no Facebook e no Instagram serão comportamentos coordenados, aqueles que se esforçam para manipular o debate público.

Conteúdos que interferem diretamente nas votações, como panfletos com números errados de candidatos ou com dia e horário falsos para as eleições, serão excluídos. "Na eleição municipal de 2020 no Brasil, removemos mais de 140 mil peças de conteúdo do Facebook e do Instagram no país pela violação de nossas políticas de interferência na votação antes do primeiro turno da eleição", declarou a empresa.

Além de monitorar publicações, o Facebook e o Instagram também estão aumentando a transparência de anúncios eleitorais. "Exigimos que todos os anunciantes políticos verifiquem sua identidade por meio de um processo de autorização antes que impulsionem conteúdos no Facebook e no Instagram", afirmou a Meta. "Disponibilizamos uma Biblioteca de Anúncios, um banco de dados pesquisável contendo todos os anúncios sobre política e temas relacionados nos últimos sete anos, que pode ser acessado por qualquer pessoa que tenha interesse em ver exatamente o que os candidatos dizem, a quem se direcionam e quem paga pelos anúncios", continuou.

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