
O Kindle Unlimited, serviço de assinatura de livros digitais da Amazon, mudou de nome e agora se chama Kindle+ . A troca foi feita na última quinta-feira (22), sem grande anúncio, e já aparece no site brasileiro da empresa, no aplicativo Kindle e nas páginas dos leitores digitais da marca. Com o novo nome, a Amazon passou a incluir milhares de audiolivros na assinatura, mas o benefício vale apenas nos Estados Unidos, por enquanto.
Para o assinante brasileiro, pouca coisa muda. O preço, o catálogo e as regras de uso continuam os mesmos.
O que muda com o Kindle+ no Brasil
Na prática, só o nome, o logotipo e o visual. O Kindle+ segue com o catálogo de e-books, quadrinhos, mangás e revistas que já fazia parte do Kindle Unlimited, lançado em 2014.
Quem já assina não precisa fazer nada. O histórico de leitura, as anotações, os marcadores de página e os livros salvos foram transferidos automaticamente para o novo serviço.
Quanto custa o Kindle+
A assinatura continua custando R$ 24,90 por mês no Brasil, valor reajustado pela última vez em agosto de 2025. O serviço não faz parte do Amazon Prime e precisa ser contratado à parte.
Os assinantes do Prime têm benefícios de leitura próprios, como o Amazon First Reads, que libera alguns títulos antes do lançamento, e uma seleção reduzida de livros.
Como funciona a assinatura
O Kindle+ funciona como uma biblioteca digital. O assinante pode pegar emprestados até 20 títulos ao mesmo tempo, sem prazo para devolver. Quando atinge o limite, basta devolver um livro para pegar outro.
Não é preciso ter um leitor Kindle . Os livros podem ser lidos no aplicativo gratuito da Amazon para celular, tablet e computador. Se a assinatura for cancelada, o usuário perde o acesso aos títulos emprestados.
Audiolivros: por que o Brasil ficou de fora
A grande novidade do Kindle+ está nos Estados Unidos . Por lá, a assinatura passou a incluir milhares de audiolivros sem custo extra, alguns narrados por pessoas e outros por vozes criadas por inteligência artificial .
Parte dos títulos ganhou versões em áudio que permitem alternar entre a leitura e a narração do ponto em que o leitor parou. A Amazon também liberou a publicação de audiolivros por autores independentes no Kindle Direct Publishing (KDP), sua plataforma de autopublicação.
No Brasil, os audiolivros da Amazon continuam restritos à Audible, outro serviço da empresa, que custa R$ 19,90 por mês. A Amazon não informou se a novidade deve chegar ao país.
Vale a pena assinar o Kindle+?
Depende do ritmo de leitura. Como o valor mensal equivale ao preço de um e-book, a assinatura costuma compensar para quem lê mais de um livro por mês e não se importa em ficar restrito ao catálogo do serviço.
Antes de assinar, vale procurar no site da Amazon os títulos que você quer ler: nem todos os livros vendidos na loja fazem parte do Kindle+ . A Amazon oferece 30 dias de teste grátis para novos assinantes.