
André Vasco, comunicador com mais de duas décadas de trajetória e antigo mentor de Pedro Cortella nos tempos de MTV , traz uma mensagem de otimismo fundamentada no livre-arbítrio: para ele, a tecnologia e o algoritmo não são inerentemente maus, mas ferramentas cujo impacto depende exclusivamente de como escolhemos usá-las. Ele critica a nostalgia cega de quem afirma que "antigamente era melhor", defendendo que o segredo da longevidade mental está em aprender com as novas gerações e aceitar as "várias vidas" e carreiras que cabem numa única existência. André abre o jogo sobre o peso da fama precoce aos 19 anos, revelando que, apesar do sucesso, ainda enfrenta crises de ansiedade é uma síndrome do impostor que o faz ser seu próprio maior adversário.
O papo mergulha no conceito de "tecnofeudalismo", no qual as Big Techs atuam como senhores feudais que exploram a criatividade gratuita dos usuários em troca de terrenos digitais alugados. Vasco ressalta a importância de distinguir o ato de produzir para o algoritmo do ato de criar a partir de um repertório denso, citando influências como Michel Gondry e Wes Anderson como gatilhos para uma identidade autêntica. Como forma de resistência orgânica, ele defende o resgate da atenção plena e do contato "ao vivo", lembrando que a vida é um processo constante de mudança que exige que deixemos de nos levar tão a sério para encontrarmos nossa essência humana.
Se quiseres entender como hackear o algoritmo para manter a tua sanidade e criatividade, assiste ao vídeo completo no YouTube.