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Unsplash/Brett Jordan
Facebook bloqueia disseminação de fake news

O Facebook adotou uma nova medida nos Estados Unidos para tentar limitar a desinformação relacionada a temas políticos, como a eleição presidencial. Alguns grupos públicos e privados considerados como problemáticos pela plataforma estão sendo obrigados a passar por uma espécie de quarentena durante 60 dias.

Nesse período, os moderadores deverão aprovar cada post criado pelos outros membros do grupo . O Facebook decide quem deverá adotar a prática e não oferece a opção de recurso. A ideia é avaliar como administradores estão se saindo para reduzir violações de regras na comunidade. Caso a quarentena não melhore a situação, o grupo poderá ser banido.

O porta-voz do Facebook , Leonard Lam, afirmou o Washington Post que a plataforma quer “proteger as pessoas durante esse tempo sem precedentes”. “Estamos temporariamente exigindo que administradores e moderadores de alguns grupos políticos e sociais nos EUA aprovem todos os posts, se o grupo tiver várias violações dos Padrões da Comunidade por parte dos membros”, explicou.

Desinformação eleitoral no Facebook

Esta não foi a única medida adotada pelo Facebook para reduzir a desinformação no período eleitoral. A plataforma já havia anunciado que impediria a veiculação de anúncios políticos após o fechamento das urnas e que sinalizaria publicações de candidatos com alegações indevidas de vitória. A rede social também dificultou buscas por termos que questionam a legitimidade da eleição.

Na quinta-feira (5),  um grupo foi removido por conta de “chamadas preocupantes de violência” e tentativas de deslegitimar o processo eleitoral. Com cerca de 360 mil membros, o grupo chamado de “Stop The Steal” (ou “pare o roubo”) convocava seus integrantes a realizarem protestos após apontar, sem evidências, que o então candidato democrata à presidência, Joe Biden , havia participado de uma fraude para se eleger.

Antes, o Facebook já havia anunciado que seria mais rígido com grupos sobre a teoria da conspiração QAnon . A plataforma removeu em agosto cerca de 1.500 páginas e grupos mais problemáticos sobre o tema e, em outubro, anunciou que removeria todas as páginas e os grupos sobre a teoria, “mesmo que não contenham conteúdo violento”.

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