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Rafael Rodeiro, criador do aplicativo Ribon, que busca doações para comunidades

Quer ajudar comunidades cariocas no combate à Covid-19 , mas não tem dinheiro? Pois saiba que isso é possível. O aplicativo brasileiro Ribon converte anúncios em contribuição financeira. Dessa forma, e possível fazer sua doação, gratuitamente.

Diante da pandemia, foi criada uma parceria com a organização Favela Sem Corona visando a entregar 200 testes rápidos da Covid-19 para algumas favelas. A expectativa é que o primeiro lote com metade seja entregue na próxima segunda-feira (6).

O usuário do app não precisa gastar um tostão. Basta ler notícias dentro da plataforma e converter os "ribons" acumulados por cada leitura em doações. O dinheiro é desembolsado pelas empresas parceiras, que anunciam no aplicativo e o pagamento é convertido na ajuda prática.

A instituição beneficente explicou ter sido inspirada em países como a Coreia do Sul para desenvolver um plano de prevenção da doença em favelas , ressaltando que, quanto mais cedo forem detectados os casos de coronavírus, maiores serão as chances de evitar que o vírus se espalhe nessas regiões.

Conhecidos por realizar ações sociais, os armys, como são chamados os fãs do grupo coreano BTS, trabalharam nas redes sociais nesta quarta-feira na divulgação do aplicativo Ribon , incentivando mais usuários a participarem da iniciativa e a compartilharem a informação com outras pessoas. A campanha de divulgação vem sendo feita pelo perfil @doeporBTS no Twitter.


Como utilizar o Ribon

O aplicativo está disponível para os sistemas operacionais iOS e Android . Ao acessá-lo, aparecem notícias positivas sobre algo relevante que está acontecendo no mundo. As publicações são acompanhadas por 100 ribons, ou seja, pontos para serem convertidos em causas socias. Os pontos são coletados gratuitamente.

As doações podem ser feitas para qualquer uma das cinco causas disponibilizadas: nutrição infantil, saúde básica, água potável, medicamentos, e agora, testes da Covid-19 .

Caso o usuário queira aumentar o seu impacto , a plataforma disponibiliza um serviço de assinatura de doações, no qual é possível escolher um pacote de ribons para assinar e então receber uma quantia bem maior da moeda semanalmente.

Todas as ONGs disponíveis no app trabalham em regiões de extrema pobreza na África e Ásia. O Favela Sem Corona é a primeira com sede no Brasil a receber ajuda dentro da plataforma.

'Mapa do Corona'

Além do trabalho de distribuição de testes rápidos, o Favela Sem Corona vai ajudar no mapeamento de casos com o “Mapa do Corona”, mostrando os casos confirmados em cada bairro do Rio e faixa etária dos infectados.

Nascido em uma comunidade carioca, o idealizador Pedro Berto conseguiu mobilizar 12 voluntários , fazer parcerias e arrecadar doações para a compra do primeiro lote de testes. A preocupação maior é com a falta de infraestrutura das favelas onde é comum ter muitas pessoas convivendo em um mesmo cômodo, impossibilitando uma ação de isolamento social.

O site do projeto recebe também denúncias de violação de direitos humanos , violência contra a mulher, problemas de saúde pública e questões trabalhistas nas comunidades. Os relatos são então encaminhados para os respectivos órgãos públicos que lidam com tais questões.

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"Por enquanto não fazemos doações de cestas básicas porque percebemos que outras entidades já estão trabalhando bem nessa área. Então, se aparece essa demanda, conseguimos indicar quem está fazendo isso, por exemplo", explicou Pedro em um comunicado.

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