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Paquistaneas criaram um jogo que simula a rejeição na embaixada dos EUA


Duas desenvolvedoras paquistanesas , Bisma Zia e Anam Sajid, sonhavam em participar da Game Developers Conference 2020 (GDC) , principal evento para criadores de jogos do mundo. As duas até conseguiram uma bolsa para a viagem, mas não contavam com um pequeno problema: ambas tiveram seus vistos de entrada nos EUA negados. Em protesto, elas criaram durante a Global Game Jam 2020 , maratona de criação de jogos, um game baseado na experiência, o Trying to Fly (tentando voar, em português). Ele foi feito para chamar a atenção para os problemas enfrentados por cidadãos de países muçulmanos que querem viajar para os EUA.

Todos os anos, a IGDA Foundation (Fundação da Associação Internacional de Desenvolvedores de Jogos) escolhe estudantes de games e desenvolvedores para participar da GDC , em San Francisco, nos Estados Unidos. Os selecionados recebem uma bolsa de estudos para a viagem e têm a oportunidade de assistir diversas palestras de designers bem sucedidos, como Hideo Kojima, e conhecer alguns estúdios de desenvolvimento. Niantic, Supergiant Games e Double Fine, por exemplo, possuem seus escritórios na região.

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Em 2020, Bisma Zia e Anam Sajid estavam entre os selecionados, mas não conseguiram participar por conta de terem o visto de entrada nos Estados Unidos negado. Depois, ao participarem da Global Game Jam 2020 , as paquistanesas decidiram criar o Trying to Fly , jogo inspirado na situação. Criado em apenas 48 horas, possui jogabilidade simples.

O jogador precisa responder algumas perguntas, como acontece normalmente na embaixada americana . Algumas respostas geram um carimbo de “ rejeitado ”, como afirmar que é hispânico, por exemplo. Por outro lado, afirmar que é caucasiano já garante o acesso. O game pode ser baixado de forma gratuita no site da Global Game Jam 2020 .

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