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Motorola Razr
Reprodução
Motorola Razr vem enfrentando problemas com a tela


Assim como a Samsung , a Motorola está aprendendo o quão difícil é colocar no mercado um smartphone com tela dobrável . Primeiro o novo Razr não sobreviveu a um teste de resistência organizado pela CNet, que usaria um robô para abrir e fechar o aparelho 100 mil vezes: a dobradiça parou de funcionar corretamente com 27 mil dobras e ficou tão rígida que, mesmo com as mãos, era difícil fechar o aparelho. Posteriormente, se considerou que o teste não representa o uso comum do aparelho.

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Agora, a equipe da Input Magazine relata que a tela de sua unidade de testes do RAZR está “descascando” após pouco mais de uma semana de uso. As camadas que compõem a tela flexível estão se separando, o que criou uma imensa “bolha” na região da dobradiça. 

motorola razr
Reprodução/Input Magazine
Dobradiça da tela criou uma espécie de bolha


Segundo Raymond Wong, editor sênior de reviews do site, o aparelho estava em perfeitas condições até a tarde deste domingo, quando foi colocado dobrado no bolso de sua calça. Wong pegou um metrô do Queens, em Nova York, para Manhattan, e ao desembarcar 45 minutos depois e tirar o celular do bolso para fazer algumas selfies , percebeu o problema.

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Ou seja: o dano ocorreu, de alguma forma, durante o período da viagem. Wong especula que o problema pode ter sido causado por choque térmico . No dia anterior ele usou o celular ao ar livre, numa temperatura próxima de zero, para fazer 23 fotos de teste. Depois voltou para seu apartamento, aquecido, onde usou o celular por mais uma hora. No dia seguinte, durante a viagem de metrô, a temperatura estava novamente próxima de zero. A mudança de temperatura, segundo ele, pode ter enfraquecido o adesivo que mantém as camadas da tela unidas.

O jornalista afirma que tem medo de dobrar novamente o aparelho, porque quando faz isso a “bolha” aumenta. A região onde as camadas da tela se separaram deixou de responder ao toque , mas o resto da tela funciona normalmente.

Obviamente, Wong não está feliz com a situação: “Um telefone de US$ 1.500 não deveria quebrar dessa maneira. Nem em uma semana, nem em um mês, nem em seis meses ou um ano”, disse ele. A Motorola foi contatada pela revista, mas ainda não se pronunciou sobre o problema.

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