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Unsplash/ROBIN WORRALL
Celulares com pouca memória RAM usarão Android Go


Enquanto os smartphones Android topo de linha esbanjam RAM , com modelos com até 12 GB já nas lojas, não é difícil encontrar celulares com apenas 1 GB de RAM nas prateleiras. É como diz o ditado: "uns com tanto, outros com tão pouco".


Foi para dar uma forcinha a estes aparelhos de baixo custo que o Google desenvolveu o Android GO , uma versão "Light" do sistema operacional que oferece os mesmos recursos que o Android comum, porém consumindo menos RAM e espaço na memória interna do aparelho.

O Android Go já existe há alguns anos, mas até agora seu uso era opcional. Os fabricantes ainda podiam usar o Android padrão mesmo em aparelhos com 512 MB de RAM, embora, nesses casos, o desempenho sofra bastante. Mas isso irá mudar em breve.

De acordo com uma cópia do "Guia de Configuração de Dispositivos Android 11 Go Edition", datada de 24 de abril de 2020, a partir do Android 11 todos os smartphones com 1 GB ou 2 GB de RAM deverão usar o Android Go.

Além disso, segundo o site XDA Developers, aparelhos com 512 MB de RAM não se qualificarão para receber os Google Mobile Services (GMS), o conjunto de apps e serviços do Google que é um dos principais componentes da experiência com o sistema e inclui a Play Store, Play Services, Google Maps, Busca, apps populares como Docs e YouTube.

Trocando em miúdos: o Google não licenciará mais seu sistema para smartphones com 512 MB de RAM, e estes aparelhos devem sumir do mercado. Modelos com 1 GB ou 2 GB de RAM devem obrigatoriamente ser configurados como Android GO se quiserem usar o Android 10 (a partir do quarto trimestre deste ano) ou Android 11 (quando lançado).

Para os usuários isso é uma boa notícia. O Android GO realmente dá um fôlego extra aos aparelhos de baixo custo, que sofrem bastante com o Android padrão. E o requisito de 1 GB de RAM vai ajudar a evitar a frustração de quem compra um celular "baratinho" e já no primeiro dia vê ele sofrendo para rodar dois apps ao mesmo tempo.

Vale lembrar que nada muda para os smartphones que já estão no mercado. A regra vale só para aparelhos que serão produzidos a partir do último trimestre deste ano.

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