Elon Musk, CEO da Tesla
Divulgação/Elon Musk
Elon Musk, CEO da Tesla

Sósias de Elon Musk roubaram cerca de US$ 80 milhões (R$ 423,89 milhões) em criptomoedas – US$ 2 milhões (R$ 10,59 milhões) só nos últimos seis meses – de acordo com relatório divulgado pela Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos.

Ao longo de vários anos, golpistas vêm criando perfis falsos do CEO da Tesla e SpaceX no Twitter e outras redes sociais, geralmente copiando a imagem de perfil do verdadeiro executivo e um nome de usuário (“Handle”) com uma letra alterada. A partir daí, eles entram em contato com suas vítimas, que não sabem estar falando com sósias de Elon Musk, e pedem por investimentos de suas criptomoedas em uma carteira específica, prometendo retornos fora da curva. Segundo o relatório da FTC, cada roubo rende em torno de US$ 1,8 mil (R$ 9,53 mil) para os ladrões.

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“Promessas de retornos enormes e garantidos ou que garantem que suas criptomoedas serão multiplicadas sempre são golpes”, disse a FTC no documento. "Pessoas com idades entre 20 e 49 anos são até cinco vezes mais propensas a perder dinheiro nesses esquemas do que outros grupos etários".

O relatório da FTC cita os “sósias de Elon Musk” em golpes de roubo a criptomoedas, mas também menciona diversas outras celebridades, implicando que os ladrões usarão qualquer perfil famoso. Musk, porém, parece uma escolha óbvia, tendo em vista que o CEO é conhecido pelos seus tuítes elogiando as moedas virtuais – em especial a Dogecoin.

Como recomendação, a FTC diz que novos investidores de criptomoedas devem sempre pesquisar as empresas que se dizem envolvidas neste setor, sempre suspeitar de garantias e grandes promessas ou de pessoas que “conhecem uma forma diferente” de fazer investimentos renderem: “Você só vai ganhar dinheiro com criptomoedas se você as vender por um valor maior do que aquele pelo qual você as comprou”.

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