TikTok é acusado de racismo e culpa algoritmo por censurar antirracismo
Flavia Correia
TikTok é acusado de racismo e culpa algoritmo por censurar antirracismo

O TikTok foi acusado recentemente de censurar palavras que estavam sendo usadas em campanhas contra o racismo , como o “Vida negras importam” (ou Black Lives Matter , em inglês), que apoia e defende a voz de pessoas pretas dentro da sociedade. Quem percebeu o banimento de palavras foi um usuário da plataforma, que ao tentar adicionar à sua biografia algumas frases em apoio à causa teve o conteúdo identificado como “conteúdo impróprio.”

Segundo informações do tabloide Mit Technology Review, Ziggi Tyler, que faz parte do TikTok’s Creator Marketplace, ou seja, é um criador de conteúdo , publicou um vídeo na própria plataforma do TikTok sinalizando não apenas a censura de frases como “A vida dos negros é importante”, “apoiando os negros”, “apoiando as vozes negras” e “apoiando o sucesso dos negros”, mas acrescentando que, quando ele adicionava as mesmas frases em uma versão de apoio aos brancos, a rede social entendia como “aceitável”.

No vídeo, Tyler vai escrevendo as frases e mostrando as notificações da rede social a determinadas frases. Ele destaca que ao escrever “Eu sou um neo nazi” a plataforma reage de forma natural, enquanto quando digita “Eu sou um homem negro”, a rede emite um alerta.

@ziggityler

#greenscreenvideo I’m going live in 30 minutes to answer questions. Y’all need to get this message out. Please. #fypシ #fyp #wrong #justice

♬ original sound – Ziggi Tyler

A denúncia do criador foi visualizada por mais de 1 milhão de pessoas e viralizou, causando revolta em grande parte dos usuários. Em entrevista ao Insider, um porta-voz do TikTok se desculpou pelo erro, que considerou “significativo”, e explicou que o que Tyler estava vendo era o resultado de um filtro automático definido para bloquear palavras associadas a incitação ao ódio. 

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“Nossas proteções do TikTok Creator Marketplace, que sinalizam frases normalmente associadas a incitação ao ódio, foram erroneamente configuradas para sinalizar frases sem respeito à ordem das palavras. Reconhecemos e pedimos desculpas por como isso foi frustrante experiência, e nossa equipe está trabalhando rapidamente para corrigir esse erro significativo. Para ser claro, Black Lives Matter não viola nossas políticas e atualmente tem mais de 27 bilhões de visualizações em nossa plataforma”, disse a empresa.

Um problema recorrente

Contudo, não é a primeira vez que o TikTok é acusado de discriminação . Somente este ano a plataforma foi acusada de aplicar filtros de beleza em usuários sem perguntar e sem opção para desativar. O efeito afinava os traços do rosto e causou alvoroço entre os usuários.

Em outra situação, a rede social bloqueou legendas automáticas com a frase “mulheres asiáticas” e baniu a hashtag intersex, nome que se refere a pessoas que não se identificam com nenhum dos sexos.

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