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Equipe constatou que quando se aplica determinada pressão nos cristais de lisozima - enzima encontrada em lágrimas - pode gerar eletricidade; veja

Brasil Econômico

Quanto tempo costuma durar a bateria do seu celular? Cerca de dois dias, um dia inteiro, menos de um dia? Bom, o fato é que as tomadas distribuídas pelas cidades e estabelecimentos têm sido cada vez maior alvo de disputa dos usuários de dispositivos eletrônicos como os smartphones, e não conseguir recarregar pelo menos um pouquinho da energia pode até ser motivo de choro para algumas pessoas, não é mesmo?

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Técnica utilizada pela equipe é possível graças à piezoeletricidade, que é a capacidade de alguns cristais, como quartzu, de gerar energia elétrica após estímulo mecânico
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Técnica utilizada pela equipe é possível graças à piezoeletricidade, que é a capacidade de alguns cristais, como quartzu, de gerar energia elétrica após estímulo mecânico

Para quem costuma dizer que “chorar não adianta nada”, talvez este seja o momento certo para repensar a frase, pois uma equipe de pesquisadores do Instituto Bernal da Universidade Lemerick (UL), na Irlanda, descobriu que chorar pode gerar energia .

Mas como? O time de cientistas constatou que quando se aplica determinada quantidade de pressão nos cristais de lisozima - proteína com capacidade de enzima encontrada em lágrimas, claras de ovos, saliva e em leite de mamíferos - pode gerar eletricidade.

A conquista dos pesquisadores pode refletir no campo da eletrônica flexível para dispositivos biomédicos, como, por exemplo, controlar a liberação de drogas no corpo usando a lisozima, como uma bomba que recupera a energia dos seus arredores.

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Geração de eletricidade

A técnica utilizada pela equipe de cientistas é possível graças à piezoeletricidade, que é a capacidade de alguns cristais, como quartzu, de gerarem eletricidade após um estímulo mecânico, e vice-versa, por um processo de conversão de energia elétrica. 

Além do quartzu, outros materiais que têm esta propriedade são o osso, tendão e madeira. Esses tipos de substâncias são usadas em aplicações como ressonadores, vibradores de celular, sonares e até mesmo imagens de ultrassom.

Segundo a líder da pesquisa, Dra. Aimee Stapleton, trata-se de uma novidade, pois embora a piezoelétrica seja usada rotineiramente, a capacidade de gerar energia a partir desta proteína em particular ainda não havia sido explorada pela ciência.

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*Com informações do Daily Mail

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