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Em nota, a empresa afirmou que a rede social tem pouco engajamento e que 90% das sessões iniciadas por seus usuários duram menos de cinco segundos

A gigante da tecnologia planeja manter a plataforma funcionando apenas para empresas, que utilizam o Google+ para se relacionar com seus empregados
Reprodução
A gigante da tecnologia planeja manter a plataforma funcionando apenas para empresas, que utilizam o Google+ para se relacionar com seus empregados

Nesta segunda-feira (8), o Google anunciou que vai desativar a rede social Google+, pouco utilizada pelos brasileiros, nos próximos dez meses. A decisão é baseada na descoberta de uma falha de segurança – já contornada – responsável por vazar dados de cerca de 500 mil usuários da plataforma em março deste ano.

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As informações são do site norte-americano The Verge . Em nota, segundo publicou o portal, o Google afirmou que a rede social tem pouco engajamento e que 90% das sessões de usuários no Google+ duram menos de cinco segundos. A empresa planeja manter a plataforma funcionando apenas para empresas, que utilizam o site para se relacionar com seus empregados.

O processo de encerramento do Google+ levará dez meses para ser concluído. Em agosto de 2019, portanto, a rede social já terá sido desativada.

Além do Google+

A decisão de desativar o Google+, além da adoção de políticas voltadas para a privacidade e a segurança dos usuários, são atribuídas a um esforço interno do Google chamado Projeto Strobe
Divulgação/Google
A decisão de desativar o Google+, além da adoção de políticas voltadas para a privacidade e a segurança dos usuários, são atribuídas a um esforço interno do Google chamado Projeto Strobe

O Google também anunciou novas configurações de privacidade para outros de seus serviços. Em breve, a Política de Dados do Usuário do Gmail será atualizada e limitará o acesso dos aplicativos da própria empresa às informações de seus consumidores. Segundo Ben Smith, vice-presidente de engenharia do Google, apenas dispositivos que melhoram diretamente a funcionalidade do serviço de email serão autorizados a acessar os dados dos usuários.

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Qualquer desenvolvedor que tiver acesso a essas informações terá que passar por avaliações de segurança e concordar com as novas regras impostas pelo Google. Estão proibidos, ainda, de transferir ou vender esses dados para segmentação de anúncios, pesquisas de mercado e rastreamento de campanhas via email.

Neste ano, depois que o jornal norte-americano The Wall Street Journal detalhou a facilidade com que desenvolvedores de aplicativos têm acesso aos emails dos usuários do Gmail, o Google tentou acabar com a preocupação de seus consumidores. Na época, Suzanne Frey, diretora da divisão de segurança e privacidade do Google Cloud , enfatizou que os usuários devem analisar quais aplicativos têm acesso a suas informações e revogá-los, se necessário.

Em 2017, a empresa anunciou que deixaria de "escanear" os conteúdos dos emails recebidos pelos usuários do Gmail para fins publicitários. Mesmo assim, o Google ainda tem acesso a inúmeras informações que podem ser utilizadas para segmentação de anúncios, como o histórico de pesquisa de seus consumidores, visualizações do YouTube e outras ações no Chrome.

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Estas mudanças, incluindo a decisão de desativar o Google+ , são atribuídas a um esforço interno do Google chamado Projeto Strobe. A iniciativa, segundo a empresa, envolve uma revisão do "acesso de terceiros às contas do Google e aos dados de dispositivos Android", além da mudança na maneira com que a gigante da tecnologia lida com o tema.

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