Meta é o novo nome do Facebook
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Meta é o novo nome do Facebook

A Meta anunciou nesta terça-feira (9) que vai impedir que anunciantes segmentem publicidade com base no envolvimento dos usuários em áreas consideradas sensíveis, como raça ou etnia, pontos de vista religiosos, crenças políticas, orientação sexual e saúde, por exemplo. A nova medida passa a valer no Facebook, Instagram e Messenger em 19 de janeiro de 2022.

"Ouvimos a preocupação de especialistas de que opções de segmentação como essas poderiam ser usadas de maneiras que levassem a experiências negativas para pessoas em grupos sub-representados", escreveu Graham Mudd, vice-presidente de marketing e anúncios da Meta, em publicação no blog da empresa.

Esta não é a primeira vez que o Facebook remove categorias controversas de anúncios. Antigamente, anunciantes podiam segmentar o envio de publicidade em categorias anti-semitas e de pseudociência. Também era possível que anúncios de habitação, emprego e crédito fossem segmentados por "afinidade multicultural", o que poderia excluir determinadas raças.

Agora, a nova mudança vem após  diversos escândalos envolvendo o Facebook, e pode ser uma forma de tornar as redes sociais mais saudáveis. Esse, porém, não deve ser o único motivo que impulsionou a Meta a realizar a mudança.

Recentemente, a União Europeia tem se esforçado para criar regulamentações que proíbem a publicidade baseada em rastreamento dos usuários. Como o sistema global de publicidade da Meta não consegue filtrar com eficácia regiões específicas, é necessário desligar as opções globalmente.

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Exclusão de posts nocivos aumentou

Também na terça-feira (9), a Meta divulgou o Relatório de Aplicações dos Padrões da Comunidade, no qual revelou um aumento no número de publicações excluídas por bullying ou assédio.

No Instagram, a taxa de exclusão cresceu 200% no terceiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado. Já no Facebook, a alta foi de 162%.

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